Aux sources d’une histoire environnementale globale : une boucle éthiopienne dans les archives de la nature

At the Roots of a Global Environmental History: An Ethiopian Loop in Nature’s Archives

Fontes de uma história ambiental global: um circuito etíope nos arquivos da natureza

Guillaume Blanc

p. 283-331

Translation(s):
At the Roots of a Global Environmental History: An Ethiopian Loop in Nature’s Archives

References

Blanc, Guillaume. 2022. “Aux sources d’une histoire environnementale globale : une boucle éthiopienne dans les archives de la nature”. Sources. Materials & Fieldwork in African Studies no. 4: 283-331. https://www.sources-journal.org/718

Cet article revient sur une trajectoire individuelle et collective de recherches menées, entre 2008 et 2021, en histoire environnementale de l’Afrique.
Il revient d’abord sur la tentative d’écrire une histoire environnementale de la nation éthiopienne. L’objectif poursuivi était d’éclairer l’histoire du façonnement national de la nature, et pour cela, un cadre théorique définissait la recherche archivistique. Puisque la nature est un lieu de lutte institutionnelle (pour construire un territoire), culturelle (pour imposer une représentation dans l’espace public) et matérielle (pour exploiter une ressource), les archives à collecter étaient celles à même de renseigner les trois dimensions de cette histoire : des lois et des rapports d’activité pour retracer les étapes de la mise en parc de la nature à partir de l’exemple du parc du Simien ; des brochures touristiques et les traces des aménagements de sentiers de randonnée pour appréhender la fabrique publique d’une nature vierge et sauvage ; des comptes rendus de missions scientifiques pour saisir l’évolution matérielle des écologies.
Un deuxième projet de recherche fut ensuite consacré à l’histoire globale des patrimoines naturels aux Suds, en Afrique et en Asie. Ce sont ici les archives qui ont produit la théorie : la documentation scientifique produite par des forestiers, vétérinaires, biologistes ou agronomes ; les archives des administrateurs coloniaux, des responsables nationaux et des experts employés par les institutions internationales de la conservation ; des correspondances, des récits de vie et des photographies relatives à la gestion et la découverte de la nature mise en parc. Ces sources ont signalé que tout au long du xxe siècle, en Éthiopie, au Congo, à Zanzibar, aux Seychelles, au Vietnam, au Cambodge et en Malaisie, des professionnels occidentaux de la nature circulaient d’espace naturel en espace naturel, de pays en pays et, même, d’un continent à l’autre. À travers l’étude des traces qu’elles ont laissées dans les archives, ces circulations ont alors donné à voir une autre histoire et une autre géographie des Suds : celles d’une aire afro-asiatique qui évolue au fil d’une chronologie endogène, loin d’une césure européocentrée de type colonisation-décolonisation.
Cette hypothèse a alors permis de revisiter les archives éthiopiennes. Il ne s’agit plus d’expliquer comment la mise en parc de la nature sert et révèle la construction de la nation, mais de comprendre, à travers le cas éthiopien, comment et pourquoi les politiques de la nature élaborées en contexte colonial ont continué à être globalisées après les indépendances. Et ici, l’aller-retour entre le cadre théorique et la recherche archivistique devient permanent. Là où les historien·ne·s·éclairent la continuité entre les époques coloniale et postcoloniale, les archives signalent qu’entre les deux, au tournant des années 1960, on peut étudier l’histoire d’un « évènement postcolonial » en tant que tel : l’histoire de la reconversion d’administrateurs coloniaux en experts internationaux et des rencontres qui les associent et les opposent aux dirigeants et aux habitants de l’Afrique indépendante.

This article reflects on the individual and collective trajectory of research on the environmental history of Africa carried out between 2008 and 2021.
It first addresses the attempt to write an environmental history of the Ethiopian nation. The aim was to shed light on the history of the national shaping of nature, and to do this, the archival research was defined by a theoretical framework. Nature is a place where three types of struggles are at play: institutional (to build a territory); cultural (to promulgate a representation in the public space); and material (to exploit a resource). Therefore, the archives to be collected were those providing information on the three dimensions of this history: laws and activity reports for tracking back the stages involved in setting nature into a national park, taking the Simien Park as an example; tourist brochures and evidence of development of hiking trails, for understanding the public construction of a wild and virgin nature; reports of scientific missions for grasping the material evolution of ecologies.
A second research project was then devoted to the global history of natural heritages in the South, in Africa and Asia. Here, archives determined the theory: scientific documentation produced by foresters, veterinarians, biologists, or agronomists; archives from colonial administrators, national officials, and experts employed by international conservation institutions; correspondence, life stories, and photographs relating to the management and exploration of setting nature into a park. These sources indicated that, throughout the twentieth century, in Ethiopia, Congo, Zanzibar, Seychelles, Vietnam, Cambodia, and Malaysia, Western nature professionals circulated from natural space to natural space, from country to country, and even from continent to continent. Studying traces of these circulations in the archives revealed another history and another geography of the South: those of an Afro-Asian area that evolved with its own chronology, very different from a Eurocentric discontinuity of the colonization-decolonization type.
With this hypothesis, the Ethiopian archives could then be revisited. The aim was no longer to explain how setting up nature into a national park favours and reveals the construction of the nation, but to understand, through the Ethiopian case, how and why nature policies that were developed in a colonial context were still globalized after independence. This involved moving constantly back and forth between theoretical framework and archival research. Whereas historians shed light on the continuity between the colonial and postcolonial periods, archives show that between the two, in the late 50s–early 60s, the history of a “postcolonial event” can be studied as such: the history of colonial administrators converting into international experts, and of the encounters that connect them and oppose them to the leaders and inhabitants of independent Africa.

Este artigo baseia-se numa trajectória individual e colectiva de pesquisas realizadas entre 2008 e 2021, sobre história ambiental de África. Em primeiro lugar, retoma a tentativa de escrever uma história ambiental da nação etíope. O objectivo definido era esclarecer a história da formação nacional da natureza e, para isso, um quadro teórico definia a investigação arquivística. Porque a natureza é um lugar de luta institucional (para construir um território), cultural (para impor uma representação no espaço público) e material (para explorar um recurso) os arquivos a consultar deveriam fornecer informação sobre as três dimensões desta história: legislação e relatórios de actividade para traçar as etapas da organização da natureza em parque a partir do exemplo do parque do Simien; brochuras turísticas e os vestígios dos arranjos de trilhos de caminhada para apreender transformação pública de uma natureza virgem e selvagem; relatórios de missões científicas para compreender a evolução material das ecologias.
Um segundo projecto de investigação foi seguidamente consagrado à história global dos patrimónios naturais do Sul, em África e na Ásia. Aqui foram os arquivos que produziram a teoria : a documentação científica produzida por silvicultores, veterinários, biólogos ou agrónomos; os arquivos dos administradores coloniais, dos responsáveis nacionais e dos peritos empregados pelas instituições internacionais da conservação; correspondência, histórias de vida e fotografias relativas à gestão e descoberta da natureza organizada em parques. Estas fontes revelaram que, ao longo do século XX, na Etiópia, no Congo, em Zanzibar, nas Seychelles, no Vietname, no Camboja e na Malásia, circularam profissionais naturalistas ocidentais de espaço natural em espaço natural, de país em país e até de um continente a outro. Através do estudo dos rastos deixados nos arquivos, estas movimentações fizeram perceber uma outra história e uma outra geografia do Sul : as de uma área afro-asiática que evolui segundo uma cronologia endógena, longe de uma cesura eurocêntrica do tipo colonização-decolonização.
Esta hipótese permitiu então voltar a visitar os arquivos etíopes. Já não se trata de explicar o modo como a organização da natureza em parques serve e revela a construção da nação, mas compreender, com o caso etíope, como e porquê as políticas da natureza elaboradas em contexto colonial continuaram a ser globalizadas depois das independências. E aqui o vaivém entre quadro teórico e a pesquisa arquivística torna-se permanente. Lá onde os historiadores não mostram a continuidade entre as épocas colonial e pós-colonial, os arquivos revelam que entre as duas épocas, na viragem da década de 60, se pode estudar a história de um « acontecimento pós-colonial » propriamente dito: a história da reconversão dos administradores coloniais em peritos internacionais e dos contactos que os associam e os opõem aos dirigentes e aos habitantes da África independente.


Données liées à cet article : collection « At the roots of a global environmental history: Ethiopian archives of nature ». https://zenodo.org/communities/ethiopian-archives-of-nature/
15 documents. Comprend notamment 10 documents (fac-similés et transcriptions) issus de la bibliothèque de l’Ethiopian Wildlife Conservation Authority (EWCA), avec l’aimable autorisation des responsables, dans le cadre du partenariat établi depuis 2019 entre l’EWCA, le Centre français des études éthiopiennes (CFEE, UAR3137 / IFRE 23) et Tempora (UR 7468) de l’université Rennes 2.
L’ensemble du fonds documentaire de l’Ethiopian Wildlife Conservation Authority est conservé à la bibliothèque de l’EWCA, à Addis-Abeba : Yobek building (ዮቤክ ህንጻ), Tesema Aba Kemaw Street, Ambassador, Sengatera, Addis-Abeba, Éthiopie (Coordonnées : 9°00’49.3”N 38°44’51.7”E [geo:9.01352,38.74728]).
Tel. : +251 11 54 6808.

Toute question de recherche est « armée », pour reprendre la belle expression forgée par Antoine Prost (1996). Derrière elle se trouve toujours « une idée des sources documentaires et des procédures de recherche possibles », expliquait l’historien, qui énonçait ainsi une vérité sommaire et pourtant cruciale : « Il faut déjà être historien pour pouvoir poser une question historique » (ibid., 80). Or, pour moi comme pour bien d’autres doctorant·e·s rencontré·e·s sur place, lorsque je suis arrivé en Éthiopie en 2009 afin de mener une première enquête de thèse, j’ignorais tout des sources qui me permettraient de retracer l’histoire que je souhaitais y analyser : celle du parc national du Simien, créé en 1969 au nord des hauts plateaux éthiopiens et classé par l’Unesco, en 1978, au Patrimoine mondial de l’humanité. La manière dont j’envisageais mon travail sur le terrain était alors entièrement guidée par l’historiographie : je me fiais à la littérature académique et à la grille d’interprétation qu’elle m’avait permis d’élaborer de façon pertinente (selon le jeune chercheur que j’étais en 2009) mais, en fait, de manière très naïve (selon le moins jeune chercheur que je suis aujourd’hui).

Au cours de ma première année de doctorat, entamé au Québec en 2008, les histoires environnementales nord-américaine, britannique et indienne m’avaient appris que la conservation de la nature engageait toujours des luttes : lutte institutionnelle pour contrôler un territoire, lutte culturelle pour imposer une représentation dans l’espace public, lutte matérielle pour exploiter une ressource (Castonguay 2006, 7). Mon objectif était donc d’étudier la conflictualité de la mise en parc de la nature dans les montagnes éthiopiennes du Simien. Et ma méthode allait consister à collecter les matériaux de recherche grâce auxquels éclairer l’histoire du façonnement de la nature dans cette triple dimension : les lois, les règlements et les rapports d’activité me permettraient d’appréhender l’histoire institutionnelle du parc ; la documentation touristique et les archives relatives aux aménagements touristiques éclaireraient son histoire culturelle ; et les rapports d’enquêtes menées par des écologues, des botanistes et des forestiers me permettraient de saisir l’évolution matérielle des écologies mises en parc. Cette approche a guidé mes premières semaines en Éthiopie, jusqu’à ce que je comprenne qu’aucun cadre aussi généraliste ne pouvait permettre d’approcher une réalité historique par définition singulière.

J’ai d’abord réalisé qu’à l’instar des autres institutions de l’État-nation centralisé et centralisateur, l’Ethiopian Wildlife Conservation Authority (EWCA) avait préservé l’intégralité de la documentation relative à la gestion des parcs du pays depuis leur création, au milieu des années 1960. Correspondances, offres d’emploi, comptes rendus de réunions, budgets, commandes de matériel… : l’EWCA a tout conservé, mais elle n’a rien catalogué, ni archivé. Plus je collectais et photographiais les archives et plus je m’efforçais, alors, de les classer méthodiquement : dans tel dossier les traces de l’histoire institutionnelle, dans un autre les matériaux plus culturels, puis dans un troisième dossier les archives de l’histoire matérielle. Seulement, j’ai ensuite réalisé que si cette division thématique de l’histoire correspondait peut-être à la manière dont il s’agirait de la retranscrire, le cloisonnement thématique des matériaux laissés par cette histoire ne permettrait pas de la retracer. Un jour je pouvais apprendre d’un brouillon de loi que les habitants du parc avaient été expulsés en 1972 et qu’ils n’étaient plus que 5 000 à vivre en son sein ; le lendemain, je découvrais dans un prospectus touristique dédié à la faune et à la flore que 12 000 habitants peuplaient le parc au même moment. Je pouvais également apprendre dans un rapport de mission produit par des forestiers qu’au milieu des années 1980 les montagnes du Simien étaient ravagées par la guerre civile ; information que venait immédiatement contredire le carnet d’un garde du parc selon lequel en temps de guerre, cette région de maquis était un véritable havre de paix pour les populations. La plupart des archives donnaient à voir la nature et les populations locales tels que ses auteurs voulaient qu’elles soient, aussi fallait-il les croiser : traquer l’institutionnel dans les archives culturelles, rechercher l’histoire locale dans la documentation internationale ou encore repérer le matériel dans la propagande touristique.

C’est ce travail dans et sur les archives que j’essaierai de retracer ici, en partant de trois projets de recherche conduits seul et en équipe. Mené durant cinq années de thèse, de 2008 à 2013, le premier projet portait sur une histoire environnementale de la nation éthiopienne, envisagée à travers le cas du parc national du Simien. Le second a émergé au cours de plusieurs contrats post-doctoraux, avant d’être concrétisé de 2018 à 2021 avec le financement, par l’ANR (Agence nationale de la recherche), d’une recherche collective consacrée à l’histoire globale de la patrimonialisation de la nature en Afrique sub-saharienne et en Asie du Sud-Est. Suit, enfin, un troisième projet mené en parallèle et qui a véritablement débuté à l’automne 2021 dans le cadre d’une candidature à l’IUF (Institut universitaire de France). Celui-ci revient au point de départ initial : les parcs nationaux éthiopiens. Mais cette recherche vise désormais à explorer une histoire plus globale que nationale. Cette boucle éthiopienne dans les archives de la nature donne en effet à voir les trajectoires de professionnels occidentaux de la nature africaine qui participent, en même temps qu’ils la révèlent, à l’histoire d’un « évènement postcolonial » : celui de la reconversion d’administrateurs coloniaux en experts internationaux et des rencontres qui les associent et les opposent aux dirigeants et aux habitants de l’Afrique indépendante.

Carte 1. L’Éthiopie et ses premiers parcs nationaux (Awash, Omo, Simien)

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Réalisation : Marie Bridonneau et Guillaume Blanc.
Identifiant permanent : https://doi.org/10.5281/zenodo.6546567.
Télécharger le fichier : https://zenodo.org/record/6546568/files/Carte_1_Parcs.jpg.

Carte 2. Le Simien Mountains National Park

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Réalisation : Amélie Chekroun et Guillaume Blanc.
Identifiant permanent : https://doi.org/10.5281/zenodo.6546567.
Télécharger le fichier : https://zenodo.org/record/6546568/files/Carte_2_Simien.jpg.

Encadré. Socio-écologie des montagnes éthiopiennes du Simien

Les populations du Simien mènent une vie quotidienne relativement similaire à celle qui a cours dans les autres campagnes des hauts plateaux éthiopiens. Associant labour au bœuf et élevage extensif, les occupants du massif pratiquent un agro-pastoralisme de subsistance. Ceux qui possèdent plus de bétail que leurs voisins se rendent épisodiquement en ville pour vendre les produits de leur exploitation et acquérir d’autres biens de consommation (huile, savon, vêtements). Mais au-delà de ces inégalités et des rapports de pouvoir qui s’ensuivent, la communauté reste caractérisée par l’autosubsistance et la pauvreté. L’élevage y est limité par la pression démographique qui réduit la taille des troupeaux et la quantité de fumier nécessaire à l’enrichissement des sols, et l’agriculture par l’érosion des sols que provoque l’eucalyptus hautement hydrophile et que renforce une haute consommation domestique en bois. Pour pallier ces difficultés, les populations optimisent à la fois leurs modes d’exploitation, par le terrassement, la culture sur brûlis ou l’alternance de cultures annuelles et pérennes, et leurs modes d’habitation, par l’usage de bouse séchée ou de paille de blé. Ce faisant, elles façonnent une écologie résiliente où se combinent contraintes du milieu, modes de production et capacité des sociétés humaines à s’adapter aux premières grâce à la maîtrise des seconds.
L’encadrement politique de ces structures socio-écologiques paraît lui aussi similaire à celui que l’on observe dans les villages des hauts plateaux : le qäbälēa y contrôle la distribution des terres, des semences et des engrais, et les villageois associent ses dirigeants au mängestb, à qui ils vouent une allégeance individuelle et collective.
Pour deux raisons au moins, le Simien diffère toutefois sensiblement des autres campagnes des hautes terres. Niché entre 3 000 et 4 500 mètres d’altitude, le Simien est d’abord une région de maquis. Lâchement contrôlé depuis le xviie siècle par le royaume chrétien d’Éthiopie, le Simien fait véritablement partie de l’empire éthiopien depuis le premier xxe siècle. À l’extrémité septentrionale de la région amhara fort intégrée à l’empire, mais aussi à l’extrémité méridionale du Tigray épisodiquement irrédent, les habitants du Simien font autant partie de ces Amhara qui portent et incarnent l’identité nationale éthiopienne, que de ces périphéries qui contestent l’autorité des pouvoirs centraux. Le Simien est ensuite, et pour ces raisons, une région mise en parc. Hailé Sélassié l’érige au rang de parc national en 1969, le gouvernement marxiste obtient en 1978 son inscription sur la liste du Patrimoine mondial de l’humanité de l’Unesco, et depuis 1991 les autorités fédérales s’efforcent de limiter l’exploitation agro-pastorale des lieux, suivant ainsi les critères de bonne gouvernance de la nature définis par les institutions internationales de la conservation.
Source : Blanc (2016 : 147-149).

a. « Voisinage » en amharique, le qäbälē désigne dans les campagnes un groupe de hameaux ou un village. Créé en 1974 pour instaurer la réforme agraire, l’unité administrative est encore dénommée Association de paysans.
b. Mängeśt désigne à la fois le « gouvernement », l’« État » et celui qui est perçu comme le détenteur du pouvoir.

Une histoire environnementale de la nation éthiopienne

« À mon avis tu dois aller à Bahir Dar1. » Je dois ce conseil à l’un des employés de l’Ethiopian Wildlife Conservation Authority (EWCA). Nous étions en avril 2009 à Addis-Abeba, dans le quartier de Mexico, au 7e étage du Chaï na Buna building. Cette immense tour abrite l’administration responsable de l’import-export éthiopien de thé [chaï] et [na] de café [buna]. Mais elle héberge aussi les bureaux de l’EWCA, qui y dispose de deux étages. Au 7e, on trouve notamment le service Recherche, auprès duquel je demandais le « permis » qui m’autoriserait à travailler sur l’histoire du parc national du Simien. Au 8e étage se trouve la bibliothèque, qui conserve une grande partie de la documentation produite par les gestionnaires des aires protégées éthiopiennes. J’ignorais toutefois l’existence de cette bibliothèque, tout comme l’employé qui m’a délivré mon permis. Voilà pourquoi, lorsque je lui ai demandé où consulter les archives du parc du Simien, il m’a suggéré de me rendre 500 kilomètres plus au nord, à Bahir Dar, la capitale de l’État-région Amhara où siège la Parks Development and Protection Authority (PaDPA), l’agence responsable des parcs nationaux de la région.

Trois jours plus tard, dans la proche banlieue de Bahir Dar, les employés de la PaDPA m’ont en effet permis de photographier une vingtaine de rapports d’activité et programmes d’aménagement. Seulement, les plus anciens d’entre eux dataient de 2001. Puisque je cherchais à remonter au moins à 1969, date de la création officielle du Simien Mountains National Park, les gestionnaires du parc m’ont dirigé vers la bibliothèque du ministère régional des Finances, en centre-ville. Là, j’ai pu consulter l’ensemble des numéros du Negarit Gazeta, le journal officiel éthiopien publié quotidiennement depuis 1944, ainsi que trois volumes rassemblant les minutes détaillées d’une conférence interministérielle organisée en 1994 pour dresser le premier état des lieux des aires protégées du pays. Puis, de retour au siège de la PaDPA, on m’a conseillé de poursuivre mes recherches une centaine de kilomètres au nord, dans la ville de Gondar. C’est là que les membres de l’Ethiopian Tourism Commission m’ont donné accès à de la documentation touristique datant des années 1990 et 2000, avant de me recommander d’aller toujours plus au nord, à Debark, une petite ville située au pied des montagnes du Simien. On y trouve le bureau d’entrée du parc national, où j’ai pu faire trois découvertes.

Les employés du parc m’ont d’abord informé que leurs locaux et les archives qui s’y trouvaient avaient été brûlés par les habitants en 1991, lors de la chute du régime marxiste du Derg [« comité » en amharique], au pouvoir depuis 1974. Ils m’ont ensuite donné accès à une salle où étaient conservés les carnets de bord que tiennent les gardes du parc, ainsi que les procès-verbaux qu’ils dressent à chaque infraction relevée dans le Simien. Ces documents, près de 80 000 pages, étaient entassés sans classement dans une armoire depuis 1994, date de la reconstruction des bureaux du parc. J’ai tenté d’en faire un tri aussi objectif que possible : puisqu’ils étaient empilés les uns sur les autres, non pas de façon thématique mais seulement au fil des années, j’ai photographié 1 000 feuillets à la suite, toutes les 10 000 pages, de bas en haut de l’armoire, donc de 1994 à 2009. Ce matériau s’annonçait prometteur, mais tout de même lacunaire. Voilà pourquoi, après trois semaines à photographier des carnets de bord et des procès-verbaux, j’ai fait le choix de partir visiter le parc. La troisième découverte me tomberait dessus après une boucle de 220 kilomètres dans les montagnes du Simien.

J’espérais pallier le manque de documentation existante en recourant à ce que l’historien Simon Schama nomme les « archives des pieds ». L’objectif est d’expérimenter les lieux pour déceler, dans le paysage d’un parc dit « naturel », les traces de l’intervention des hommes et des femmes qui ont déclaré que cet espace était « naturel » (Schama 1999, 32). C’est ce que j’ai tenté de faire pendant douze jours de marche, en rencontrant des agriculteurs et des bergers du Simien, en y observant les sentiers et les campements offerts aux visiteurs, et en interrogeant des guides touristiques, des cuisiniers et des gardes.

C’est avec l’un d’entre eux que j’ai achevé ce premier tour du massif du Simien. Malalegn m’a raccompagné jusqu’au bureau du parc, où il m’a demandé si j’avais trouvé tout ce dont j’avais besoin pour mes études. Je suis revenu sur les recherches que j’avais menées à Bahir Dar, Gondar puis Debark, avant de lui faire part de ma déception de n’avoir pas mis la main sur les archives que j’espérais trouver en quittant la capitale, il y a maintenant deux mois. Malalegn m’a alors répondu : « Tu trouveras tout ça à Addis, à la bibliothèque du Chaï na Buna building, c’est facile2. » Je suis donc retourné dans les locaux de l’EWCA où j’ai découvert le 8e étage et sa bibliothèque : si l’absence de catalogue a allongé le temps de la recherche documentaire, j’y ai trouvé les règlements du parc, des rapports d’activité antérieurs aux années 2000, de la documentation touristique produite avant les années 1990, des correspondances entre experts conservationnistes et de nombreux comptes rendus des missions scientifiques internationales organisées, depuis les années 1960, dans les montagnes du Simien.

Plusieurs séjours de recherche sont ensuite venus compléter cette première enquête. C’est en collectant ce type de sources qu’il m’a été possible d’appréhender l’histoire contemporaine de la nature et de la nation éthiopiennes. Envisagées indépendamment les unes des autres, ces sources sont généralement insignifiantes. Une loi sur la création d’un parc, une brochure sur la nature que les touristes peuvent y découvrir ou un rapport de mission sur le suivi de la faune ne nous dit presque rien du façonnement de la nature. C’est le propre de beaucoup d’archives très contemporaines. Les centaines de rapports et les milliers de pages d’archives institutionnelles ne deviennent « parlants » que lorsqu’on les accumule : une loi peut nous renseigner sur l’appropriation étatique de l’espace si l’on étudie les procès-verbaux qui en découlent ; une brochure touristique peut éclairer une politique culturelle nationale si l’on analyse dans la durée le style formulaire que construit une administration ; les chiffres d’une mission de suivi de la faune peuvent renseigner la véracité des discours déclinistes si l’on scrute, un par un et décennie après décennie, les inventaires de telle et telle espèce de faune. Restituées ici à titre plus illustratif qu’analytique, ces sources en disent donc beaucoup mais, pour les entendre, il faut dépasser « l’effet de surprise – ou de torpeur » que provoquent leur trop grand nombre et leur « discours de type “gestionnaire” » (Rist 2002, 10).

Document 1. Le façonnement institutionnel de la nature

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Imperial Ethiopian Government. 1969. « Order no. 59. Simien National Park Order ». Negarit Gazeta 29-4, Addis-Abeba, 31 octobre 1969 (EWCA3). Première page.

Permanent identifier (document de 3 pages): https://doi.org/10.5281/zenodo.6545902.
Télécharger le fichier : https://zenodo.org/record/6545903/files/Order-no.59-Simien-National-Park-Order-Negarit-Gazeta-29%E2%80%934.pdf.
Télécharger la transcription : https://zenodo.org/record/6545903/files/TRANSCRIPT-Order-no.59-Simien-National-Park-Order-Negarit-Gazeta-29%E2%80%934.odt.

Transcription

NEGARIT GAZETA
CONTENTS

1969
Order No. 59 of 1969
Simien National Park Order… Page 6
General Notice No. 392 of 1969
Appointments… Page 8
ORDER No. 59 OF 1969
AN ORDER TO PROVIDE FOR THE ESTABLISHMENT OF THE SIMIEN NATIONAL PARK
CONQUERING LION OF THE TRIBE OF JUDAH HAILE SELASSIE I
ELECT OF GOD, EMPEROR OF ETHIOPIA
WHEREAS, the preservation of Ethiopia’s wildlife requires that national parks be created within which adequate protection will be afforded to these national riches of the nation; and
WHEREAS, it appears to Us appropriate that one such park be established in the Simien Mountains, in the Province of Beghemder;
NOW, THEREFORE, in accordance with Article 130 of Our Revised Constitution, and on the advice of Our Council of Ministers, We hereby order as follows:
1. Short Title
This Order may be cited as the “Simien National Park Order, 1969”.
2. Establishment
There is hereby established, within the Province of Beghemder, the Simien National Park, to be composed of an area enclosed within the following boundaries:
Commencing at a beacon on the summit of AMMAN AMBA (Beacon No. 1),
Thence in a south-easterly direction following a clear trade and line of markers down the area of the main ridge to the KABA WUNZ (Beacon No. 2);
Thence following a similar cleared trace and line of markers in an easterly direction to the eastern rim of the KABA WUNZ VALLEY (Beacon No. 3);
Thence following the eastern rim of the KABA WUNZ VALLEY in a north easterly direction to a point on the main SANKABER-AMBARAS track due southwestern corner of the GEECH ABYSS (Beacon No. 4);
Thence following a cleared trace and line of markers running in a northeasterly direction parallel to and at a distance of approximately 1500 meters from the DJINN BAHR RIVER to a point due south of the point where the main BEECH-SANKABER track crosses the said river (Beacon No. 5);
Thence in a straight line southeast to the main AMBA RAS-ARGEEN-CHENEK track (Beacon No. 6);
Thence following the said track in an easterly direction to the edge of the SIMIEN ESCARPMENT above DIHUARA (Beacon No. 7);
Thence following the said track in a northerly direction to DIHUARA VILLAGE (Beacon No. 8);
Thence following the main DIHUARA-TROATA-TEYA- DINNI track in a northwesterly direction to the northernmost foot of SARA AMBA (Beacon No. 9);
Thence following the main track in a general northwesterly direction to the northernmost point of the ridge above ANTOLA VILLAGE (Beacon No. 10);
Thence following the northern foot of the ANTOLA RIDGE in a southerly direction to the BARUD WUNZ (Beacon No. 11);
Thence in a straight line in a northwesterly direction to the summit of SEREK AMBA (Beacon No. 12);
Thence due north to a point on the WOIZERO MEW-DAKIA WUNZ (Beacon No. 13);
Thence following the WOIZERO MEWDAKIA WUNZ in a westerly direction to its confluence with the SANKO-RAFEW WUNZ;
Thence following the SANKA WUNZ upstream for approximately 1000 metres to (Beacon No. 14);
Thence following the northern foot of MUCHILA AFAF to a point due north of SHARAFIT (Beacon No. 15);
Thence in a westerly direction to the summit of KUA TARARA (Beacon No. 16);
Thence in a southwesterly direction to the highest point of FALASHA RIDGE (Beacon No17);
Thence to the easternmost summit of CHINNA AMBA;
Thence in a westerly direction following the main ridge Of CHINNA AMBA to the summit of ANGWA AMBA;
Thence in a straight line in a southwesterly direction to the confluence of the ZARIMA AND ADERMAS streams (Beacon No. 18);
Thence following the crest of the main ridge immediately to the west of the ADERNAS WUNZ in a southwesterly
direction to the highest point of CHILKWANIT (Beacon No. 19);
Thence following a line of markers parallel to and approximately 500 metres from the escarpment edge in a southeasterly direction to the CHILKWANIT VUNZ (Beacon No. 20);
Thence following a line of marker, parallel to and approximately 500 metres from the escarpment edge in a north easterly direction to the MICHIBI TUNZ (Beacon No 21);
Thence in a straight line in an easterly direction to the point of commencement at the summit of AMMAN AMBA (Beacon No. 1).
3. Administration
The Simian National Park shall be administered in accordance with all applicable laws and regulations by the Department of Our Government hereunto duly authorized.
4. Effective Data
This Order shall come into force on the date of its publication in the Neg ant Gazeta.
Done at Addis Ababa, this 31st day of October, 1969.
TSAHAFE TAEZAZ AKLILU HABTE WOLD
Prime Minister and Minister of Pen

S’agissant d’abord du façonnement institutionnel de la nature, c’est-à-dire du politique par le haut, la documentation révèle que, pour les représentants de l’État éthiopien, mettre la nature en parc constitue notamment un moyen efficace de planter le drapeau dans un territoire qu’ils peinent à contrôler4. Montagnards, agro-pasteurs, vivant entre 3 000 et 4 500 mètres d’altitude, les habitants du Simien ont tardivement accepté le pouvoir centralisateur de l’empire. Au lendemain de la Seconde Guerre mondiale, ils se révoltent encore contre l’impôt imposé à l’échelle nationale par Hailé Sélassié (Bahru 2002, 215). Aussi, lorsque son gouvernement officialise la création d’un parc dans le Simien en 1969, l’opération représente une mainmise sans précédent de l’État sur cette région. Conservé à la bibliothèque de l’EWCA à Addis-Abeba, le décret n° 59 (document 1) définit le Simien comme l’une des « richesses nationales de la nation », et ce nouveau statut est loin d’être métaphorique. De l’ouest au nord jusqu’à l’est et au sud du massif, du sommet d’Amman Amba à Dihuara jusqu’à Antola et Adermaz, le Simien est désormais encerclé par 21 « piquets [beacons] ». Et dès l’année suivante, les règlements du département de la Conservation de la faune sauvage s’imposent à l’intérieur des frontières de ce territoire nationalisé : l’impératif national de protection de la nature l’emporte désormais sur les pratiques locales d’exploitation de l’environnement5.

Les archives montrent toutefois qu’il s’agit là, non pas d’une mise au pas d’un maquis irrédentiste, mais plutôt d’une tentative de contrôle de celui-ci. Des années 1960 au temps présent, trois régimes se succèdent en Éthiopie : l’empire chute en 1974, le régime marxiste-léniniste du Derg le remplace jusqu’en 1991 et depuis, l’Ethiopian People’s Revolutionary Democratic Front (EPRDF) dirige une République ethno-fédérale6. Mais comme ses prédécesseurs, dans le Simien, l’EPRDF fait face à un refus de se soumettre aux lois régulant la nature. Au temps de l’empire, des rapports d’activité signalent ainsi que les populations détruisent régulièrement les balises de démarcation installées par les gardes du parc7. À l’époque communiste, ce sont les brochures de l’Ethiopian Tourism Commission qui nous apprennent que non seulement les habitants tirent au fusil sur les employés du parc, mais qu’ils mènent aussi des « raids » contre les touristes8. Et, si aucune archive ne fait état de ce type d’actes de rébellion depuis l’avènement de la République ethno-fédérale, les procès-verbaux dressés par les gardes du parc témoignent d’une résistance passive, mais pérenne. Tout au long des années 2000, certains habitants écopent de peines de prison pour avoir abattu un renard ou une hyène. D’autres sont condamnés à payer des amendes pour avoir coupé des arbres, ou à se faire confisquer leur récolte lorsqu’ils ont agrandi leurs champs. Et de nombreux agro-pasteurs dont la famille s’était agrandie sont contraints de détruire eux-mêmes l’extension de la maison qu’ils avaient construite pour loger leurs enfants9. En d’autres termes, l’État éthiopien continue de lutter pour planter le drapeau national dans le nord montagneux du pays.

Afin de s’imposer dans le milieu qu’il définit comme « naturel », l’État définit les « bons » usages de la nature, mais aussi les « bonnes » représentations qui doivent les accompagner. Ce façonnement institutionnel de l’espace-parc va en effet main dans la main avec l’entreprise culturelle qui consiste à diffuser un ensemble de représentations relatives à ce qu’est la nature. Trois types de sources renseignent cette histoire.

Il y a d’abord la documentation touristique. Publié en 1982, le livret Mammifères endémiques d’Éthiopie (document 2) nous indique par exemple que, dans le Simien, l’Ethiopian Tourism Commission entend offrir aux visiteurs « le plus beau paysage de toute l’Afrique », où ils pourront admirer des hordes de babouins Gelada qui se déplacent en groupes avoisinant jusqu’à 400 individus, lesquels ont la chance « surprenante » de ne pas être « molestés » par les « populations locales ». Telle est la représentation de la nature que véhicule l’administration éthiopienne – en langue anglaise – auprès des touristes – exclusivement occidentaux – venus découvrir le Simien. En 1966, elle affirme aux visiteurs que « l’Éthiopie est sans aucun doute le pays scéniquement le plus spectaculaire en Afrique »10. En 1998, elle vante « le paysage unique », « la faune sauvage » et la « flore endémique » qui valent au parc du Simien son classement par l’Unesco, depuis 1978, au Patrimoine mondial de l’humanité11. Et en 2011, à l’accueil du bureau du parc à Debark, les gestionnaires des lieux mettent à la disposition des touristes des prospectus qui délivrent le même message : la fierté nationale que représente ce patrimoine naturel mondial12.

Document 2. Le façonnement culturel de la nature (1)

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Ethiopian Tourism Commission. Endemic Mammals of Ethiopia. 1982. Addis-Abeba : Ethiopian Tourism Commission (EWCA).

Identifiant permanent : https://doi.org/10.5281/zenodo.6546357.
Télécharger le fichier : https://zenodo.org/record/6546358/files/Ethiopian-Tourism-Commission-Endemic-Mammals-of-Ethiopia-1982.pdf.
Télécharger la transcription : https://zenodo.org/record/6546358/files/TRANSCRIPT-Ethiopian-Tourism-Commission-Endemic-Mammals-of-Ethiopia-1982.odt.

Transcription

Gelada Baboon (Theropithecus gelada)
Amharic: Gelada
The Semyen highland massif is considered to be the finest scenery in all Africa and it is for this reason, and the fact that the area is the home of the Walia Ibex, the Semien Fox and the Gelada Baboon that it has now been gazetted as a national park.
The Gelada is not in fact peculiar to the Semyen as is the exclusive Walia Ibex, but they are more numerous here than in their other habitats. Some live at Debre Sina not far from Addis Ababa and others at Debre Libanos on the way to the Blue Nile; there are also small populations in the Mulu and Bole Valley gorges. But in the Semyen there may be as many as 20,000, and troops of 400 together may be seen. They do not molest humans and, more surprisingly, the local people do not molest them. Thus they are very tame and will allow humans to approach quite close to the troop before moving nearer to the cliff edge.

Document 3. Le façonnement culturel de la nature (2)

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Piste de randonnée entre Sankaber et Gich, Simien, 2013.

Photographies de l’auteur.
Identifiant permanent : https://doi.org/10.5281/zenodo.6546623.
Télécharger le fichier : https://zenodo.org/record/6546624/files/01-Hiking-trail-between-Sankaber-and-Gich-Simien-%202013.jpg.

Les rapports d’activité produits par l’EWCA viennent ensuite utilement compléter cette documentation touristique. Depuis les années 1960, chacun de ces rapports fait état de deux types d’infrastructures aménagées dans le Simien. Les premières, assez visibles, désignent la dizaine de campements construits au cœur du parc, environ tous les quinze kilomètres : ils déterminent (et contraignent) les itinéraires pédestres qu’empruntent les visiteurs. Les secondes infrastructures sont en revanche nettement moins visibles. Elles nous renvoient aux sentiers aménagés par le personnel du parc entre chaque campement, lesquels donnent forme à une « piste de randonnée [hiking trail] » qui enserre le Simien : elle démarre à Sankaber, traverse le plateau de Gich, redescend à Chenek pour s’étendre vers Chiro Leba puis poursuivre vers le Ras Dejen, avant de remonter, sur le versant nord, à Sona, Mekarebya et enfin, Adi Arkay. En suivant cette piste, on réalise alors que depuis les années 1970, les autorités éthiopiennes sont investies dans une véritable entreprise d’éducation du regard : le visiteur n’a pas d’autres choix que de poser son regard sur la nature « africaine » vantée par les prospectus, découvrant au fil des pas, d’un côté des panoramas saisissants et de l’autre, des animaux sauvages (document 3). En revanche, le touriste apercevra rarement les villages qui jalonnent les montagnes du Simien, peuplées vers 2016 de quelque 5 000 habitants.

Là où les sentiers de randonnée et la documentation touristique font voir et croire à cette nature sans homme, les rapports que rédigent les experts étrangers révèlent, eux, le poids du monde extérieur dans cette définition de la nature « africaine ». En 1965, au temps de l’empire, c’est sur les recommandations de l’Unesco qu’Hailé Sélassié fait de John Blower son « Conseiller pour la protection de la faune sauvage ». Et pour faire du Simien un parc naturel, le Britannique conseille à l’empereur de procéder au « déplacement [resettlement] » des populations13. John Stephenson succède à Blower après que le Derg est arrivé au pouvoir. Lui aussi est Britannique, et lui aussi conseille aux autorités éthiopiennes de protéger la nature de ses habitants. Pour avoir un parc de « stature internationale », écrit-il à l’EWCA en 1975, le préalable est « l’extinction des droits humains [extinguishment of human rights] »14. C’est enfin au tour de conservationnistes suisses de faire perdurer ce paradigme décliniste, des années 1980 au mitan des années 2000. Principaux consultants de l’Unesco et de l’Union internationale pour la conservation de la nature (UICN) trente années durant, Hans Hurni, Bernhard Nievergelt ou encore Eva Ludi définiront le même problème, et la même solution : la « surutilisation des ressources [overexploitation of resources] » et pour l’enrayer, « le déplacement volontaire [voluntary resettlement] » des habitants du parc15.

À ce stade, les archives signalent finalement un double travail sur la nature : la diffusion des représentations occidentales de la nature éthiopienne et les manières éthiopiennes de les traduire en normes et en pratiques. Après l’institutionnel et le culturel reste, alors, le façonnement matériel des écologies, c’est-à-dire le politique par le bas, que l’on peut appréhender en croisant l’espace (international) du discours et l’application (locale) des règlements qui s’ensuivent.

Lorsqu’on les consulte un par un, depuis les années 1960, chaque compte rendu des missions scientifiques internationales effectuées dans le Simien décrit la dégradation de la nature, et sa proche disparition. Mais lorsqu’on lit ces rapports les uns après les autres, un autre phénomène se dessine. Prenons l’exemple du walia ibex, un bouquetin endémique aux montagnes du Simien et qui est l’une des principales richesses qui justifient le classement du parc au Patrimoine mondial de l’Unesco. L’ornithologue britannique Leslie Brown compte 150 walia dans le parc en 1963, puis John Stephenson en dénombre 300 en 1978. Eric Edroma et Kes Hillman Smith en recensent 450 en 2001. Lota Melamari, Bastian Bomhard et Guy Debonnet avancent le chiffre de 625 pour l’année 2006 et, en 2018, après la mission de Jeager Tilman réalisée pour l’UICN, les autorités éthiopiennes estiment que 925 walia peuplent le Simien. L’augmentation est donc constante. Mais les rapports sont, eux, toujours plus catastrophiques. Brown estime que la situation est « grave [serious] » au début des années 1960, Stephenson craint que l’espèce soit « perdue à jamais [lost for ever] » à la fin des années 1970, Edroma et Smith évoquent en 2001 « une grande peur [a great fear] » pour la survie des walia, en 2018 Tilman décrit une situation « toujours fragile [still fragile] » : systématiquement, depuis cinquante ans, les experts déplorent la disparition prochaine du walia, qu’ils imputent à une démographie galopante. Leurs propres rapports indiquent pourtant que les populations humaines du Simien augmentent moins rapidement que celles des walia : les premières sont passées de 1 500 à 5 000, les secondes de 150 à 90016.

Si la dégradation relève donc avant tout du mythe, les lois et les procès-verbaux signalent que la violence déployée pour l’enrayer s’avère, elle, bien réelle. Depuis 1972, dans le parc du Simien, le pouvoir éthiopien interdit la chasse, la coupe d’arbres, le pâturage des troupeaux, la culture de la terre et même l’habitation17. Face à cette criminalisation de la vie quotidienne, nous l’avons signalé, la violence écrase bien des agro-pasteurs et ces derniers semblent aussi la faire peser, en retour, sur les gardes du parc. D’autres archives révèlent d’ailleurs que la violence circule plus largement encore, des humains jusqu’aux non-humains. Sauf en cas de famine, les habitants du Simien ne chassent pas le walia : non seulement ce bouquetin évolue loin de leurs champs, à 3 500 mètres d’altitude, sur des crêtes presque inaccessibles, mais il est aussi peu comestible. Réalisé pour le magazine états-unien Life, un reportage de Michael Mok nous informe cependant qu’à l’automne 1969, au moment de la création du parc, les villageois du Simien ont tenté d’abattre tous les walia au fusil : sans bouquetin à protéger, aucun parc à créer et plus d’expulsion à redouter (Mok 1970). On retrouve une trace du même scénario vingt ans plus tard, dans le compte rendu d’un colloque organisé à Addis-Abeba : lorsque le Derg chute en 1991, craignant que la fin de la guerre civile ne signe la réouverture du parc et la réactualisation des projets d’éviction, les habitants ont à nouveau fait usage de leurs armes à feu pour faire disparaître le bouquetin18. Aussi cruel qu’ingénieux, leur projet échoue et ils en paieront le prix définitif dans les années 2010. Les rapports annuels du Comité du patrimoine mondial de l’Unesco nous apprennent d’abord qu’en 2009 les 167 familles du village d’Arkaziwe ont été déplacées hors du parc19. Puis, en 2016, c’est au tour des 2 508 agro-pasteurs du village de Gich (document 4) d’être expulsés20. Parcourir le Simien permet de confirmer l’information : Gich a été vidé de ses occupants un matin de juin 2016 et, dès le lendemain, les habitants des villages alentour sont venus désosser les maisons de leurs anciens voisins pour se procurer le bois grâce auquel ils pourront se chauffer, se nourrir et construire les outils nécessaires au labour. Cette naturalisation de l’espace-parc constitue le dernier épisode de la violence globale que les archives donnent à voir.

Document 4. Le façonnement matériel de la nature

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Village de Gich, montagnes du Simien, septembre 2013 et janvier 2019.

Photographies de l’auteur.
Identifiant permanent : https://doi.org/10.5281/zenodo.6546623.
Télécharger le fichier : https://zenodo.org/record/6546624/files/02-Village-of-Gich-Simien-Mountains-September-2013-and-January-2019.jpg.

Il me semble aujourd’hui approprié de qualifier cette violence de « globale ». Cela dit, à la fin de ma thèse en 2013, j’avais avant tout appréhendé une histoire « nationale » de la nature éthiopienne. Celle-ci ne niait pas l’importance de la vision occidentale d’une Afrique naturelle et dénaturée par les Africains, mais elle se concentrait sur la manière dont l’État éthiopien subissait ces représentations néo-malthusiennes autant qu’il les instrumentalisait – car, pour ses dirigeants, faire reconnaître la nation par l’extérieur est une contrainte qui leur permet, aussi, de mieux imposer la nation à l’intérieur. Cette histoire tient autant au croisement des sources que j’avais collectées qu’au cadre théorique que je m’étais fixé en formulant ma première question de recherche, à savoir la conflictualité de la mise en parc national de la nature. C’est ce cadre qui m’a permis de collecter les archives grâce auxquelles appréhender la nature comme le lieu d’une lutte nationale à la fois institutionnelle, culturelle et matérielle. Mais ces archives racontaient aussi d’autres histoires, que je n’avais pas su entendre.

Une histoire globale des patrimoines naturels aux Suds

« Ces cartons-là ? Ce sont des fichiers morts, on les mettra à l’entrepôt21. » C’est ainsi qu’à l’été 2016, la responsable de la bibliothèque de l’EWCA nous apprenait l’existence d’une ancienne prison italienne, reconvertie au début des années 1970 en lieu de stockage par le département de la Conservation, qui venait de devenir l’EWCO (« O » pour Organization). Cette découverte allait bientôt occuper tout notre temps.

Depuis plus d’un mois, nous travaillions avec Kidanemariam Woldegiorgis Ayalew à la bibliothèque de l’EWCA. Ancien directeur du Centre culturel de Lalibela en Éthiopie, formé à l’histoire du patrimoine dans trois universités, à Paris, Padoue et Evora, Kidane22 est ingénieur de recherche et gestionnaire de projets patrimoniaux. Ensemble, afin de pérenniser le partenariat entamé avec l’EWCA, nous avions initié en 2015 un modeste projet de numérisation de fonds d’archives sur le patrimoine naturel éthiopien. Nous avons alors commencé à y photographier les quelque douze mille pages que contenaient dix classeurs entreposés dans la bibliothèque, avec la même inscription sur la tranche : « JB » (document 7). Ils renfermaient notamment la correspondance que s’échangeaient des experts internationaux de la conservation, durant les années 1960. Dans le neuvième classeur, par exemple, on pouvait trouver une cinquantaine de lettres signées Leslie Brown.

Celle du 8 janvier 1964 (document 5) est représentative de l’ensemble de la correspondance de Brown. Ce jour-là, il écrit à un certain Noël Simon au sujet d’une bourse de terrain offerte par le World Wildlife Fund (WWF). On comprend que cette bourse lui permettrait de pouvoir continuer à vivre au Kenya, où les Britanniques tardent à lui verser sa « pension ». Leslie Brown est apparemment un spécialiste de la faune puisqu’il joint à son interlocuteur deux rapports qu’il a récemment consacrés au nyala des montagnes éthiopiennes du Bale, ainsi qu’au walia et au renard du Simien. Il précise ensuite à Simon que l’université d’Addis-Abeba pourrait payer les frais de transport nécessaires à la conduite du projet pour lequel il demande un financement. Cette recherche de fonds a l’air particulièrement urgente pour Brown, celui-ci se disant réticent à produire des articles « populaires » pour le cinéaste animalier Armand Denis, mais prêt à le faire s’il ne parvenait pas à obtenir de salaire pour poursuivre une activité exclusivement scientifique. Brown se dit enfin en contact avec Lee Talbot, un biologiste de la faune à qui il a demandé des retours sur ses analyses du walia ibex ; analyses qu’il suggère d’ailleurs à Simon de transmettre à d’autres experts européens.

Document 5. Un réseau de faiseurs de patrimoine

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Lettre de Leslie Brown à Noël Simon. Karen (Kenya), 8 janvier 1964 (EWCA, fonds « John Blower » : BLO/7/Scientific Issues).

Ethiopian Wildlife Conservation Authority.
Identifiant permanent : https://doi.org/10.5281/zenodo.6546386.
Télécharger le fichier : https://zenodo.org/record/6546681/files/Letter-from-Leslie-Brown-to-Noel-Simon-1964-01-08.pdf.
Télécharger la transcription : https://zenodo.org/record/6546681/files/Letter-from-Leslie-Brown-to-Noel-Simon-1964-01-08.odt.

Transcription

Box 24916
Karen
Kenya
8.1.64.
Dear Noel,
Many thanks for your letter of 2nd January. I am relieved to hear that a grant has been approved by the trustees of the World Wildlife Fund. It would be nice to hear from Vollmar (a) how much has been approved (b) whether I can expect to receive it fairly soon.
My position is that unless I can get this grant fairly soon I shall have to make a capital transfer from Britain to Kenya, and shall possibly have to sell out shares in order to do it. I am naturally anxious to avoid this if possible. The position is complicated by the fact that the British, working well up to standard, have not yet paid me any pension or any commuted pension, which was due on 26th December.
I am now enclosing for you the originals of two reports which I have written covering the Semien and Bale mountains, and giving an indication of the status of thr [sic] three animals in which you were interested, i.e. the Walia Ibex, Mountain Nyala, and Semien Fox. I gather from your earlier letters that you have no recent information of any real accuracy on any of these. While I do not of course claim that these reports give a full answer on the status of each of the animals concerned they are actual records of what I saw, and accurate as far as they go. I will follow up your suggestion to put up more detailed projects on the lines I outlined in my last letter to you, and I will do this in conjunction with Professor Tjonneland at Addis. With each of the proposals I can, if, you like, put up a rough estimate of the cost. The University said that they would be able to share the cost by e.g. providing Land Rover transport from Addis to base camp a not inconsiderable item, and by far the largest part of the cost of my own trip.
I had dinner with Armand Denis last night and shall be writing short popular articles on the subject of the Walia and the Nyala. This can do no harm, and may help to focus attention on the possible project by the public. Whether he will publish them in his magazine I don’t know – I had the impression that he was keen to gather facts that he could then make use of himself! I would like to be in a position to be able to regard these investigations on a purely scientific basis but unless I am in receipt of a salary that is not possible. You will understand that I have to try to turn a few pennies on the results for myself, either from photographs, or by articles etc.
I have let Lee Talbott have a look at copies of the reports which I have written. As an experienced Game biologist I would value his comments on my population estimates. You will no doubt wish to get the comments of other experts. I would think that the comments of a European export on Ibex would be valuable, as they could indicate, for instance, how accurate or otherwise is my guess that I may have seen 25% of the Ibex that exist in Semien.

En elle-même, cette lettre fournit déjà de nombreuses informations. Et elle devient une source formidable lorsqu’on la croise avec les autres lettres de Brown, puis qu’on la complète avec la documentation que j’avais pu collecter en doctorat. Loin de la focale nationale adoptée durant ma thèse, cette correspondance laisse entrevoir une intervention environnementale globale.

Né en Angleterre en 1917, Leslie Brown grandit en Inde. Il retourne en métropole pour se former à l’ornithologie et l’agronomie puis, au début de la Seconde Guerre mondiale, il part découvrir l’Afrique britannique. Brown entre en 1940 au Corps d’agriculture du Nigéria et, en 1946, au département de l’Agriculture du Kenya. Il y est nommé directeur-adjoint dix ans plus tard, et directeur en 1962. Puis, en 1963, le Kenya devient un État souverain et Brown un administrateur colonial au chômage. Il se fait alors conseiller en agronomie pour les autorités kenyanes, et expert, dans toute l’Afrique de l’Est, pour les institutions internationales de la conservation (Everett 1981). C’est avec cette seconde casquette qu’il arrive en Éthiopie, où l’Unesco l’a mandaté pour localiser de potentiels parcs nationaux, notamment dans les montagnes du Simien et du Bale.

Comme l’indique sa lettre, Brown travaille aussi avec Simon Noël, Friedrich Vollmar, Armand Denis et Lee Talbot. Noël est basé à Morges, en Suisse, où il est le secrétaire-général de l’Union internationale pour la conservation de la nature (UICN). Vollmar travaille également à Morges, en tant que premier secrétaire-général du WWF, fondé en 1961. Denis, lui, est le cinéaste naturaliste le plus important des années 1960, œuvrant dans les parcs d’Afrique comme dans ceux de l’Asie du Sud-Est, de l’ancien Congo belge à la Birmanie. Quant à Talbot, il a été biologiste au Kenya, où il a participé à la création du parc national de Serengeti et, au milieu des années 1960, il est parti travailler à Bruxelles pour la branche belge de l’UICN, où il contribue à l’élaboration des politiques conservationnistes africaines. À travers la correspondance de Brown, c’est donc tout un réseau de professionnels de la nature qui se dessine, engageant des institutions internationales, des experts de la conservation et des naturalistes. Voilà ce que je comptais désormais étudier.

Après avoir photographié l’intégralité de la documentation contenue dans ces dix classeurs, Kidane et moi avons demandé si d’autres sources de ce type existaient. De la bibliothèque du 8e étage nous redescendions alors au 7e, où les employés de l’EWCA nous ont montré deux cartons de déménagement, dans lesquels se trouvaient d’autres archives : les fameux « fichiers morts », destinés à être envoyés à « l’entrepôt ». La responsable de celui-ci nous y a conduit deux jours plus tard, dans le quartier de Lideta. Nous avons découvert un vaste terrain jonché de véhicules tout-terrain hors d’usage mais portant encore, sur leurs portières, les traces des sponsors qui les avaient fournies aux autorités éthiopiennes : « London Zoological Society », « WWF », « Unesco ». Puis, en haut du terrain, dans l’ancienne prison italienne devenue lieu de stockage, quatre salles renfermaient l’une des imprimantes et du matériel bureautique défectueux, les deux autres, des pneus, des outils ou des vieux journaux, et la quatrième, environ 800 classeurs similaires à ceux de l’EWCA, entreposés sur des étagères le long des murs.

Un premier sondage nous a rapidement convaincu de l’incroyable richesse de cette documentation. Correspondances entre administrateurs coloniaux puis experts internationaux ayant un jour travaillé en Éthiopie, programmes d’aménagement des parcs éthiopiens reconnus par l’Unesco, comptes rendus de conférences internationales, dossiers des personnels de l’EWCA envoyés se former en Tanzanie au College of African Wildlife Management, rapports de missions des scientifiques de l’UICN, du WWF ou de la Wildlife Conservation Society… : nous pouvions créer le premier fonds d’archives en histoire environnementale de l’Éthiopie

Ce projet nous prendra cinq ans. Après mon recrutement à l’université Rennes 2 en 2017, j’ai obtenu, fin 2018, un projet ANR intitulé PANSER, « PAtrimoines Naturels aux Suds : une histoire globale à Échelle Réduite ». C’est dans ce cadre qu’en 2019, nous avons commencé à élaborer un partenariat institutionnel entre le laboratoire Tempora à Rennes, l’EWCA à Addis-Abeba et le Centre français des études éthiopiennes (CFEE). Parallèlement, nous avons recouru aux services d’une archiviste formée à l’école des Chartes. Dans le cadre de son stage de fin d’études, Pia Rigaldiès nous a aidé pendant deux mois à organiser le travail à venir : le classement des archives, la fabrication de bibliothèques sur mesure, la commande de 650 boîtes d’archives, la confection de plusieurs milliers de pochettes papier et l’achat de matériel pour entretenir, voire restaurer la documentation. Puis, début 2020, une fois les partenariats officiellement établis, nous avons organisé le déménagement, le transport et le stockage de tous les classeurs, de l’entrepôt jusqu’au nouveau siège de l’EWCA, à Yobek (document 6). Enfin, Kidanemariam Woldegiorgis et moi avons recruté Lidya Adane Workie et Kalehiwot Ayele Gebregiorgis, récemment diplômées en écologie et en économie à l’université d’Addis-Abeba. Avec elles, pendant un et demi, nous avons dépoussiéré, trié puis archivé près d’un million de pages d’archives. Mes premières expériences des archives éthiopiennes m’avaient montré l’impossibilité de raisonner en termes de groupes sociaux producteurs de sources (administrateurs, entrepreneurs, scientifiques, etc.) ou de thématiques (institutionnel, culturel, matériel, etc.). Grâce au savoir-faire archivistique de Pia Rigaldiès, nous avons alors élaboré un classement en quatorze catégories. Celles-ci permettent de se repérer facilement dans la masse documentaire, en enfermant le moins possible l’archive dans une grille d’interprétation prédéfinie : Ressources humaines ; Aires protégées ; Gestion de la faune sauvage ; Chasse ; Programmes généraux d’aménagement ; Projets, études et recherches ; Lois et règlements ; Budget et finance ; Relations internationales ; Correspondances ; Tourisme ; Photographies, films et cartographies ; Éducation.

Document 6. Un fonds d’archives en histoire environnementale de l’Éthiopie

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Entrepôt de l’EWCA, quartier de Lideta, juillet 2016 ; bureaux de l’EWCA, quartier de Yobek, avril 2021.

Photographies de Guillaume Blanc (2016) et de Kidanemariam Woldegiorgis Ayalew (2021).
Identifiant permanent : https://doi.org/10.5281/zenodo.6546623.
Télécharger le fichier : https://zenodo.org/record/6546624/files/03-EWCA-warehouse-Lideta-district-2016_EWCA-offices-Yobek%20district-2021.jpg.

Les premières sources consultées dans ce fonds ont contribué aux recherches de l’ANR PANSER, un programme que j’ai coordonné avec l’aide de deux collègues en particulier, Mathieu Guérin (Inalco) et Grégory Quenet (université de Versailles St-Quentin-en-Yvelines). En partant des trajectoires des experts repérés en Éthiopie, nous avons tenté d’identifier puis de croiser des circulations globales similaires au Kenya, à Zanzibar, aux Seychelles et dans la Cochinchine coloniale, au Cambodge et en Malaisie. La pandémie de Covid-19 a fortement affecté la conduite de nos recherches. Cependant, les archives que nous avons pu collecter et mettre en commun nous ont ouvert trois pistes de réflexion.

D’abord, en Afrique comme en Asie, dans chaque État-nation, la fabrique de la nature paraît rythmée par des rencontres entre (anciennes) métropoles et colonies, et ce tout au long du xxe siècle. En Malaisie par exemple, des années 1930 au début des années 1970, la gestion des aires protégées semble évoluer au fil de négociations engageant d’un côté des sultans malais auxiliaires de la colonisation puis dirigeants de la Fédération de Malaisie, et d’un autre côté des administrateurs coloniaux britanniques reconvertis au lendemain de l’indépendance en experts internationaux. Au-delà de ces relations (post)coloniales, les archives des institutions nationales et internationales de la conservation donnent ensuite à voir des parcours professionnels rythmés par des circulations intra-continentales, là encore en Asie comme en Afrique, et là encore du début du xxe siècle au temps présent. Travaillant parfois dans les parcs du Congo, parfois dans ceux d’Éthiopie, on retrouve par exemple, des années 1950 aux années 1970, l’ornithologue Leslie Brown, puis, des années 1980 aux années 2000, la zoologue Kes Hillman Smith (coordinatrice à l’Institut congolais pour la conservation de la nature et consultante pour l’UICN). En Éthiopie comme au Congo, Brown comme Hillman travaillent en relation étroite avec les autorités nationales, mais aussi avec les guides touristiques et les habitants des aires protégées. Ces professionnels de la nature semblent, enfin, au centre de circulations trans-continentales, qu’on peut repérer en premier lieu dans des programmes d’aménagement de réserves forestières ou des règlements sur la chasse produits par les administrations coloniales françaises ou britanniques, et en second lieu dans les rapports de missions scientifiques produits par les experts des institutions internationales de la conservation. Ces archives indiquent par exemple qu’en Cochinchine vietnamienne les membres des commissions sur la réglementation de la chasse s’inspirent dans les années 1920 de leurs travaux menés en Afrique occidentale française, ou encore qu’aux Seychelles et en Malaisie, dix ans avant mais aussi dix ans après les indépendances, les lignes directrices des politiques de la nature y sont définies par le même homme, le biologiste britannique John Procter.

Suivre les trajectoires de ces conservationnistes nous a alors conduit à délaisser une approche spatio-temporelle de type « ce que le Nord fait au Sud », « avant et après la décolonisation des années 1960 ». Nous avons plutôt été amené à repenser la géographie et l’histoire contemporaines de la construction de la nature et de l’État aux Suds. Tout au long du xxe siècle, on repère une circulation continue de zoologues, botanistes et forestiers (1900-1930), de biologistes, agronomes et experts (1930-1980), de développementalistes, écologues et consultants (1980-temps présent). Ces professionnels diffusent des savoirs et des pratiques naturalistes et, ce faisant, ils favorisent l’incorporation d’écologies locales dans des bio-politiques globales, au point de donner corps à une aire patrimoniale afro-asiatique. Celle-ci semble alors évoluer au fil d’une chronologie qui ne répond pas à la logique dictée par la césure des indépendances. De 1900 à 1930, la création de réserves de chasse paraît légitimer l’appropriation impériale des ressources naturelles et servir la formation de l’État colonial. Puis, de 1930 à 1980, au-delà des indépendances, la multiplication de parcs nationaux suggère une permanence des modes de gouvernement de la nature et de ses occupants. Enfin, depuis les années 1980, l’essor du label zone de biodiversité paraît signaler la façon dont, aux Suds, les États instrumentalisent désormais quotidiennement les catégories globales pour parfaire le contrôle de leurs territoires et citoyens – lesquels instrumentalisent tout autant ces catégories globales pour se soustraire au pouvoir de l’État, ou tout au moins pour mieux négocier avec ses représentants.

Cette histoire du gouvernement de la nature et des hommes est un chantier que nous poursuivons désormais avec une dizaine de collègues. Nous faisons l’hypothèse qu’en observant, de 1900 à nos jours, les rencontres globales qui se tissent sous les Tropiques entre des experts, des dirigeants et des habitants, il est possible de véritablement abandonner une chronologie de type colonisation-décolonisation. Il s’agit plutôt de tenter d’inscrire cette aire afro-asiatique dans une chronologie endogène, c’est-à-dire dans une histoire globale des Suds, vue depuis les Suds. Trois préalables nous semblent nécessaires pour atteindre cet objectif. Il y a d’abord la dimension collective de la recherche : face à des histoires du gouvernement de la nature qui sont autant nationales qu’internationales, seuls la mise en commun puis le croisement de recherches situées nous permettront d’éclairer une histoire globale des Suds, vue depuis le Sud (Blanc, Guérin et Quenet 2022). Il y a ensuite le temps de la recherche : face à des archives produites par des « faiseurs de patrimoine » insérés dans des réseaux internationaux, seuls des séjours prolongés et répétés en archives nous permettront de retrouver la parole des agents locaux, des experts et des environnementalistes nationaux et, ainsi, d’éclairer au ras du sol la dimension conflictuelle et négociée du gouvernement global de la nature.

Repenser cette histoire contemporaine exige enfin que l’on réponde à une question centrale : si, en matière de mise en parc de la nature, il y a « l’avant » colonial et « l’après » postcolonial, comment s’opère concrètement la continuité entre les deux ? Les études patrimoniales ont éclairé la reproductibilité d’un modèle de gestion des écologies tropicales échafaudé au début du xxe siècle, puis généralisé par diverses organisations internationales après les années 1960. Cette approche pionnière (Cormier-Salem et al. 2002) et toujours probante (Cormier-Salem et al. 2016) n’a toutefois pas expliqué comment et pourquoi les politiques de la nature élaborées en contexte colonial ont continué à être globalisées après les indépendances. À cet égard, les postcolonial studies peuvent apporter plusieurs éléments de réponse. Leurs praticiens ont défini le « postcolonial » comme une méthode et un processus. La méthode postcoloniale consiste à repenser les relations Nord/Sud en termes d’hybridation plutôt que de domination. Comme partout dans le monde, les sociétés africaines contemporaines subissent la circulation globale du pouvoir autant qu’elles y participent : elles doivent donc être étudiées comme étant le moteur de leur histoire-monde (Cooper 2015). En tant que processus, le postcolonialisme renvoie aussi à l’entremêlement des époques dites « coloniale » et « post-coloniale » (avec un tiret), c’est-à-dire non pas à la succession des durées mais à leur accumulation : l’emboîtement du passé et du présent fonde l’historicité des sociétés postcoloniales (sans tiret) (Mbembe 2000). Mais là encore, reste à expliquer concrètement la façon dont ces temporalités s’emboîtent : où, quand et comment s’opère la continuité ? Nous faisons ici l’hypothèse qu’entre « l’avant » et « l’après » indépendances, un « évènement postcolonial » en tant que tel semble faire le lien, tout au long des années 1960, une période charnière qui voit des administrateurs coloniaux se reconvertir en experts internationaux et ce faisant, s’associer, s’opposer et s’affronter aux dirigeants et aux habitants d’États africains désormais indépendants.

Les archives de l’EWCA sont à l’origine de cette hypothèse. Elles nous poussent à envisager le postcolonialisme comme une méthode, un processus mais aussi comme un moment à part entière : celui d’une Afrique postcoloniale dont la genèse est située dans le temps comme dans l’espace.

De nombreuses recherches individuelles et collectives sont nécessaires pour explorer cette histoire. Pour cela, les archives sont désormais accessibles sur place, à Yobek, au siège de l’EWCA. Un projet de numérisation est également en cours, mais sa réalisation soulève des problèmes à la fois financiers, techniques et éthiques. Sur le plan financier, ni le Centre français des études éthiopiennes ni l’administration éthiopienne n’ont les moyens d’engager le personnel nécessaire pour numériser près d’un million de pages plus ou moins bien conservées. Sur le plan technique se pose, aussi, la question de l’accessibilité : une fois les archives numérisées, comment les mettre en ligne : un site internet hébergé par le CFEE ou l’EWCA ? Enfin, selon quels critères les rendre accessibles : gratuité pour les Éthiopiens et service payant pour les étrangers ? Ce système est actuellement en vigueur pour la conduite de recherches à l’intérieur d’un parc national éthiopien : doctorant.es, chercheur.es ou réalisateurs de projets documentaires, tout étranger doit payer 1 000 dollars pour mener un projet de recherche nécessitant l’entrée dans un parc. Telle est la question éthique : y aura-t-il un prix à payer pour accéder à la souveraineté archivistique éthiopienne ? Certains membres de l’EWCA le souhaitent. Là où la numérisation des archives serait un facteur de la « modernité africaine » dont l’Éthiopie se veut le fer-de-lance, leur marchandisation serait un moyen de développer l’histoire éthiopienne tout en affirmant le monopole de l’État sur celle-ci. Certains chercheur·e·s français voient au contraire la numérisation comme un danger potentiel. Là où monnayer l’accessibilité aux archives garantirait la souveraineté éthiopienne à court terme, le risque de spoliation serait grand puisque, à long terme, l’histoire du pays pourrait bien être écrite depuis l’étranger, par des étrangers.

Loin d’être résolues, ces divergences nous renvoient directement à la dimension postcoloniale de l’histoire, c’est-à-dire à la manière dont les rencontres entre le Nord et le Sud déterminent aujourd’hui la manière d’écrire l’histoire, tout comme elles déterminaient hier la manière dont elle se déroulait. Et ces rencontres postcoloniales se jouent aussi en archives : celles des administrations nationales africaines en général, celles de l’EWCA en particulier et, en ce qui nous concerne plus personnellement, celles renfermées dans les classeurs étiquetés « JB ».

Une histoire de l’évènement postcolonial

« Ça ? Je ne sais pas. Des vieux papiers je pense23. » J’avais déjà consulté plusieurs de ces papiers durant ma thèse. À l’EWCA, en l’absence d’un catalogue descriptif des archives, j’avais opté pour une méthode simple : à partir du bureau de la responsable de la bibliothèque, faire le « tour » de la bibliothèque de droite à gauche, étagère après étagère, mur après mur, en photographiant les documents susceptibles d’éclairer l’histoire du parc national du Simien. Deux mois plus tard, une fois achevé le tour de la salle et revenu au niveau du bureau de la responsable, je lui demandais ce que contenaient les classeurs situés sur l’étagère qui se trouvait juste derrière son bureau (document 7). C’était le dernier espace de la bibliothèque à consulter.

Document 7. Le fonds « John Blower »

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Classeurs « JB », bibliothèque de l’Ethiopian Wildlife Conservation Authority, Addis-Abeba, 2016.

Photographies de l’auteur.
Identifiant permanent : https://doi.org/10.5281/zenodo.6546623.
Télécharger le fichier : https://zenodo.org/record/6546624/files/04-John-Blowers-collection-EWCA-Library-Addis-Ababa-2016.jpg.

Elle m’autorisait à consulter ces « vieux papiers » le lendemain et, au bout d’une journée, nous réalisions tous les deux que l’inscription « JB » qui figurait sur dix classeurs désignait un homme, John Blower, « conseiller de l’empereur pour la protection de la faune sauvage » ainsi qu’il l’indiquait généralement sur les documents signés de sa main. Blower était resté cinq ans en Éthiopie, de 1965 à 1970. Entre-temps, il a accumulé près de 12 000 pages de rapports d’activité, de brouillons de lois, de recensions des espèces de faune et de flore éthiopiennes, de programmes d’aménagement ou encore de correspondances avec des administrateurs éthiopiens et des conservationnistes étrangers. Ces documents n’étant pas classés, et leur contenu renvoyant à seulement cinq années, pendant ma thèse je m’étais limité à la collecte, parmi ces 12 000 pages, des seules informations relatives au Simien. Il aura fallu plusieurs années de recherche pour que je mesure le potentiel de ces classeurs. En 2016, nous avons photographié l’intégralité de leur contenu avec Kidanemariam Woldegiorgis Ayalew puis, en 2019, avec Pia Rigaldiès, nous avons trié l’intégralité de cette documentation, archivé le tout dans sept boîtes d’archives et créé un catalogue raisonné de celles-ci, en restant fidèle au classement originel du contenu des classeurs où l’on retrouvait sept grandes catégories : « Conservation et réglementation de la faune sauvage », « Aides et missions internationales », « Gestion administrative générale », « Gestion des parcs nationaux », « Tourisme, safari et chasse », « Activités scientifiques » et « Correspondances ». Enfin, en 2020, j’ai commencé à sonder l’ensemble du nouveau fonds « John Blower ». Celui-ci nous plonge au cœur de l’« évènement postcolonial » que constituent et révèlent les trajectoires professionnelles d’administrateurs coloniaux reconvertis en experts internationaux au tournant des indépendances africaines.

Le 16 juillet 1969, soit trois mois et demi avant la création officielle du parc du Simien, Blower adresse une note au nouveau directeur du département de la Conservation éthiopienne (document 8). Le Britannique demande au général Mebratu de bien vouloir transmettre à l’empereur les directives qu’il estime nécessaires de suivre dans le Simien. La première est la construction d’un tronçon routier d’une trentaine de kilomètres, de la petite ville de Debark jusqu’à l’entrée du parc, au village de Sankaber. Cette route permettrait aux touristes d’économiser une journée à dos de mule et c’est pourquoi elle devrait constituer une « priorité maximale ». Sans elle, « aucun développement significatif ne sera possible dans le Simien », écrit Blower, avant d’ajouter qu’« aucun parc national à succès ne sera possible dans le Simien tant que les habitants du village de Gich [Geech] ne sont pas déplacés et réinstallés ailleurs ». C’est la deuxième recommandation que formule le conseiller de l’empereur : vider les montagnes de leurs habitants et, plus précisément, des 600 agro-pasteurs de Gich qui, selon lui, causent « des dommages considérables en coupant et en brûlant le peu de végétation restante dans l’habitat du walia, en faisant surpâturer un nombre excessif de bœufs, de chèvres et de moutons, et en cultivant la terre sur des parcelles très escarpées, causant l’érosion du sol. » Blower préconise leur éviction pour mettre la nature en parc et l’offrir aux touristes : selon lui, il faut d’abord naturaliser les lieux – c’est-à-dire les déshumaniser en convertissant un territoire de vies quotidiennes en un lieu de visites temporaires.

Document 8. Déshumaniser, naturaliser et perpétuer le mythe colonial

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Lettre de John Blower au général Mebratu. Addis-Abeba, 16 juillet 1969 (EWCA, fonds « John Blower » : BLO/4/Simien National Park).

Ethiopian Wildlife Conservation Authority.
Identifiant permanent : https://doi.org/10.5281/zenodo.6546406.
Télécharger le fichier : https://zenodo.org/record/6546407/files/Letter-from-John-Blower-to-General-Mebratu.Addis-Ababa-July-16th-1969.jpg.
Télécharger la transcription : https://zenodo.org/record/6546407/files/TRANSCRIPT-Letter-from-John-Blower-to-General-Mebratu.Addis-Ababa-July-16th-1969.odt.

Transcription

General Mebratu:
SIMIEN NATIONAL PARK.
In the course of our discussion this morning you asked me to give you a note of such matters connected with the establishment and development of the proposed Simien Park which I consider might usefully be brought to the attention of His Majesty.
I think His Majesty is well aware of the background and of the urgent need for action, particularly to protect the small remaining population of Walia ibex and their habitat, and it is therefore pointless repeating it again. However, I suggest that His Majesty’s support in the following matters would be invaluable:
1. Access road from Davarik to Sankaber (a distance of approx 30 kms)
This road is the key to the development of Simien, and very little can be achieved without it since it is impossible to bring in building materials and other supplies, and the 6-8 hour mule ride is too much for the ordinary tourist. He had hoped that Engineers from the British Army would construct the road as a training exercise, and they have already carried out a survey in this connection. However, they have also undertaken to build a bridge over the Daua Parma River, and they say that they will be unable to assist with the Simien Road for at least a year, possibly longer. We cannot afford to wait, and it is therefore requested that His Majesty will give instructions for the IHA or the Army Engineers to construct this road and complete it as far as Sankaber by early 1970. This should be regarded as a top priority as no significant development will be possible in Simien until the road is completed.
2. Resettlement of the people of Geech village;
Geech is a small village with a total population of approximately 600 people situated in the centre of the comparatively small proposed National Park area. The people of Geech are causing considerable damage through cutting and burning of the little remaining vegetation in the Walia habitat, over-grazing by their excessive numbers of cattle, goats and sheep and by cultivating on very steep slopes, with resulting erosion of the soil. As a result the natural habitat of the Walia and other wildlife is being rapidly destroyed, and it is obvious that no successful National Park will be possible in Simien will possible unless the people of Geech village are moved and resettled elsewhere. It is suggested that a high level Commission should be appointed as soon as possible under the chairmanship of the Governor-General to examine this problem and to take the necessary steps. It is further suggested that orders should be given that no further cultivation is to take place within the proposed National Park after the present seasons crops have been harvested.

Cette note témoigne de la survivance du mythe colonial de l’éden africain : une nature qui aurait été autrefois vierge, sauvage et animale, mais qui serait aujourd’hui surpeuplée, dégradée et menacée d’une disparition imminente. Les historiens ont déjà largement étudié ce mythe, dans ses origines coloniales (Adams et McShane 1996) comme dans ses prolongements postcoloniaux (Adams et Mulligan 2003). Mais les archives de Blower nous éclairent sur la façon dont s’opère la perpétuation du mythe : par l’emploi d’un personnel européen formé dans les colonies.

John Blower est un ancien soldat de la Royal West African Frontier Force. Après la Seconde Guerre mondiale, il décroche un diplôme de foresterie à l’université d’Édimbourg et travaille ensuite dans les colonies est-africaines de l’empire britannique : au Tanganyika, au Kenya puis en Ouganda, où il sera gardien-chef des parcs de la colonie. L’indépendance le met au chômage en 1962, mais cette période d’inactivité s’avère de courte durée. En effet, trois ans plus tard, son compatriote Leslie Brown intervient en sa faveur auprès de l’Unesco et, à son tour, celle-ci le recommande au département éthiopien de la Conservation. Blower part pour l’Éthiopie en 1965 et, quelques mois à peine après son arrivée, il fait appel à d’autres « professionnels » occidentaux de la nature africaine.

Ses archives indiquent que, dès l’été 1966, il prend contact avec des collègues rencontrés au Kenya et en Tanzanie, avec des anciens gardiens-chefs de colonies est-africaines, des scientifiques nord-américains et plusieurs responsables d’institutions internationales de la conservation. Blower est par exemple en contact avec Martin Holdgate (document 9). Directeur du Nature Conservancy, l’agence des parcs nationaux britanniques, Holdgate est un membre actif de l’UICN, dont il deviendra directeur vingt ans plus tard. C’est sur des hommes comme lui que compte Blower pour embaucher les gardiens des futurs parcs nationaux éthiopiens : des hommes qui organiseront la construction des infrastructures touristiques, qui recenseront la faune et la flore, et qui patrouilleront les espaces mis en parc pour y faire appliquer la réglementation. Le 10 juin 1966, il transmet à Holdgate une offre d’emploi à diffuser pour pourvoir le poste de gardien du Simien. Puis, dans les mois qui suivent, vraisemblablement après avoir rencontré son interlocuteur lors de l’Assemblée annuelle de l’UICN, John Blower renouvelle sa requête : il recherche des « hommes […] dûment qualifiés » pour bâtir des parcs naturels dans l’Awash à l’est du pays, dans l’Omo au sud, à Gambella à l’ouest et en Érythrée au nord.

Document 9. L’Internationale conservationniste (1)

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Lettre de John Blower à Martin Holdgate. Addis-Abeba, 10 juin 1966 (EWCA, fonds « John Blower » : BLO/2/About John Blower’s employment).

Ethiopian Wildlife Conservation Authority.
Identifiant permanent : https://doi.org/10.5281/zenodo.6546427.
Télécharger le fichier : https://zenodo.org/record/6546428/files/Letter-from-John-Blower-to-Martin-Holdgate.Addis-Ababa-June-10th-1966.pdf.
Télécharger la transcription : https://zenodo.org/record/6546428/files/TRANSCRIPT-Letter-from-John-Blower-to-Martin-Holdgate.Addis-Ababa-June-10th-1966.odt.

Transcription

10th June … … 6
Dr Martin Holdgate,
The Nature Conservancy,
19 Belgrave Square,
London S W I,
ENGLAND.

Dear Dr Holdgate,
I used to correspond with Dr Worthington about various problems (I was formerly in the Uganda Game Department), but I see that you have now taken over from him, and I hope therefore that you will not mind my writing to you instead.
I enclose herewith particulars of a vacancy we have at present for a Game warden to take charge of the proposed new Simian Mountains National Park in Northern Ethiopia. It occurs to me that you might know of someone who is suitably qualified, and who would be interested, in such a job?
It is most urgent that we find a man for this post as we must start work on the development of this Park as soon as the rainy season is over.—Anything you may be able to do to assist would be greatly appreciated.
I expect that you will be attending the IUCN General Assembly later this month, and I hope that I shall have an opportunity of meeting you then.
Yours sincerely,
J.H.Blower
Senior Game warden.
JHB/mk

Dans ses classeurs, Blower a conservé les dizaines de candidatures qu’il a reçues de la part d’agronomes, de forestiers ou de gardes de parc. Certains travaillent en Grande-Bretagne et en Italie pour des agences des Nations unies, d’autres sont employés dans des universités canadiennes ou états-uniennes, et beaucoup sont encore en poste en Afrique de l’Est, de la Rhodésie du Sud au Kenya. John Stephenson, dont j’avais déjà relevé le nom durant ma thèse, en fait partie. Au temps du Derg, en tant que conseiller de l’EWCA, ce dernier travaillera étroitement avec des conservationnistes nord-américains, au point que je l’avais identifié comme citoyen états-unien. Mais la lettre qu’il envoie à John Blower en juillet 1966 (document 10) révèle qu’il est britannique. À cette date, Stephenson demande à son compatriote de bien vouloir conserver son dossier au cas où un poste de gestionnaire de la faune sauvage viendrait à se libérer ultérieurement. Il y candidatera uniquement, écrit-il, « si et quand le service des Parcs nationaux de Tanzanie devait africaniser son poste actuel ». En effet, après une dizaine d’années passées au service du gouvernement du Tanganyika britannique, Stephenson travaille pour la République tanzanienne depuis quatre ans. Il dit y œuvrer « à la création de nouveaux parcs nationaux en partant de zéro, ce qui implique leur administration, la sélection et la légalisation de leurs frontières, leur construction, l’arpentage des terres, la maintenance des véhicules et la gestion de la faune sauvage ».

Document 10. L’Internationale conservationniste (2)

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Lettre de John G. Stephenson à John Blower. Morogoro (Tanzanie), 25 juillet 1966 (EWCA, fonds « John Blower » : BLO/2/Game Warden’s Application.

Ethiopian Wildlife Conservation Authority.
Identifiant permanent : https://doi.org/10.5281/zenodo.6546441.
Télécharger le fichier : https://zenodo.org/record/6546442/files/Letter-from-John-G.Stephenson-to-John-Blower.Morogoro-Tanzania-July-25th-1966.pdf.
Télécharger la transcription : https://zenodo.org/record/6546442/files/TRANSCRIPT-Letter-from-John-G.Stephenson-to-John-Blower.Morogoro-Tanzania-July-25th-1966.odt.

Transcription

[illisible]
[TOP LEFT]
[Director] General,
Wildlife Conservation Department,
P.O.Box 368,
ADDIS ABABA
Ethiopia.
[TOP RIGHT]
J. G. Stephenson,
P.O.Box 642,
MOROGORO,
Tanzania.
25th. July, 1966.

Sir,
I have the honour to acknowledge receipt of notification for the vacancy of Game Warden, forwarded to me by the Senior Game Warden under cover of this letter of the IIth. July, 1966.
I regret to inform you that I am not in a position to make firm application for the post as I am fully committed to the service of the Tanzania National Park for an indefinate period. However, I should like my name to be borne in mind should you be advertising any other posts in Wildlife management which would be suitable for me as a married man. I would here mention that my experience with the Tanzania National Parks covers nearly four years, all of which time has been spent in founding new National Parks from scratch involving their administration, selecting and gazetting of boundaries, building, road-surveying and construction, vehicle maintenance and wildlife management. I am 46 years of age and am physically fit. I possess a current Private Pilot’s Licence. I have no degree qualification. I was in the Administration of the Tanganyika Government from 1948 to 1962 inclusive.
I should like to make it quite clear that I would feel free to take up other appointment only as and when the Tanzania National Parks should Africanise my present post or on any other change occurring in the Tanzania National Parks which would substantially affect my present terms of service.
I have the honour to be, Sir, Your obedient Servant,

Cette correspondance semble éclairer encore davantage les modalités de la perpétuation du mythe colonial de la nature africaine. Par le truchement de grandes institutions occidentales de la conservation, d’anciens administrateurs coloniaux comme Blower et Stephenson se reconvertissent en experts internationaux. Ils paraissent alors donner forme à une véritable Internationale de faiseurs de patrimoine : avant « l’africanisation » d’administrations devenues nationales, ils s’efforcent manifestement de naturaliser les parcs africains, c’est-à-dire de continuer à concrétiser, sur le terrain, l’idéal d’écologies vierges, sauvages, sans homme.

Que nous disent encore ces archives ? De prime abord, on peut y lire le signe de l’émergence, au lendemain des indépendances, d’un gouvernement néocolonial de la nature. On le voit notamment au travers de la relation qu’entretiennent Blower et le major Gizaw Gedlegeorgis, le premier directeur du département éthiopien de la Conservation. Le 22 février 1969, dans un mémo qu’il envoie à Gizaw (document 11), le Britannique se plaint de ne pas être payé depuis deux mois : le contrat de Blower aurait dû être renouvelé pour six mois mais Gizaw a préparé un document qui mentionnait une prolongation de trois ans puis, dans la version corrigée, il n’a ni rectifié l’erreur ni précisé le montant du salaire perçu. Blower s’insurge alors contre la prétendue « inefficacité incroyable de ce département », « incapable ou réticent à gérer de simples procédures administratives ». Il menace de se plaindre personnellement de Gizaw auprès du ministre des Finances si rien n’est fait « au début de la semaine prochaine », puis conclut : « Je regrette d’avoir à écrire ainsi, mais lorsque des requêtes polies ne reçoivent aucune attention, il n’y a pas d’autre alternative. » Il signe enfin son mémo avec le titre de « Senior Game Warden ». On ne retrouve pas de traces de cette fonction dans les documents émanant de l’administration éthiopienne, et pourtant Blower se l’attribue dans bon nombre de ses papiers, signe qu’il n’a rien perdu ou presque du complexe de supériorité qui accompagnait les colonisateurs en général, et sa présence en Afrique de l’Est en particulier.

Document 11. Un gouvernement néocolonial de la nature

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Lettre de John Blower au major Gizaw. Addis-Abeba, 22 février 1969 (EWCA, fonds « John Blower » : BLO/7/Miscellaneous).

Ethiopian Wildlife Conservation Authority.
Identifiant permanent : https://doi.org/10.5281/zenodo.6546455.
Télécharger le fichier : https://zenodo.org/record/6546456/files/Letter-from-John-Blower-to-Major-Gizaw.Addis-Ababa-February-22nd-1969.pdf.
Télécharger la transcription : https://zenodo.org/record/6546456/files/TRANSCRIPT-Letter-from-John-Blower-to-Major-Gizaw.Addis-Ababa-February-22nd-1969.odt.

Transcription

Major Gizaw:
SALARY.
1. I would once again remind you that I have not been paid my salary since my return to Ethiopia (now nearly two months), and that the advance of Eth $1000 I was paid is quite inadequate since I have a family to support in UK, which involves very heavy expenses for school fees etc.
2. The fact that money for my salary has not been released by the Ministry of Finance is entirely the fault of this Department, which has had ample time to deal with the matter since my departure last October, but has – as usual – done nothing. The fact that you thought I was going to be paid by UNESCO is no excuse since it was you yourself who raised objections to this appointment.
3. I understand that it is necessary for me to sign another contract. You produced a draft about ten days ago which you had already signed yourself but had obviously not checked, since it was full of errors and omissions, and did not even mention the salary payable, while the duration of the contract was given as three years instead of six months. You said that another draft would be prepared, but no action has apparently been taken and no corrected contract has yet been produced. Therefore the Personnel Agency cannot approve the contract and the money still cannot be releared.
4. This is all quite typical of the unbelivably inefficient administration of this Department (as also is the fact that we are having to pay storage charges on equipment which has been lying uncleared in Customs for more than a year). However, I am not prepared to to [sic] continue indefinitely without a salary merely because this office is incapable or unwilling to deal with the simple administrative procedures involved. Would you please ensure that I am paid my salary in full early next week. If this is not done I have no alternative but to submit a formal complaint to the Minister and request that appropriate action is taken.
I regret having to write like this, but when polite requests receive no attention there is no alternative.
J.H.Blower
Senior Game Warden.
22nd February 1969.

La réponse du major Gizaw (document 12) indique cependant qu’en matière de relations Nord-Sud, il semble désormais question de négociation bien plus que de domination. Dans un mémo qu’il envoie à John Blower le 25 mars 1969, Gizaw reprend exceptionnellement son titre de « Senior Game Warden » et prend bonne note de ses requêtes : le remplacement du gardien de l’Awash, une formation universitaire de troisième cycle, un véhicule tout-terrain fourni par la fondation Ford, etc. Mais le directeur du département de la Conservation paraît loin de se plier aux exigences de Blower. « Dans l’un de vos mémos vous écrivez que je suis anti-britannique, ce qui n’est pas vrai », écrit le major. « J’admettrais que vous écriviez plutôt que je suis anti-menteur et anti-malhonnête », lance-t-il à cet expatrié qu’il menace à son tour de « mesures légales appropriées » s’il continue de produire des mémos aussi « insultants ». Et Gizaw conclut avec ironie : « Je regrette d’avoir à écrire ainsi, mais lorsque des approches polies et patientes ne reçoivent aucun résultat, il n’y a pas d’autre alternative. »

Document 12. Un gouvernement postcolonial de la nature

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Lettre du major Gizaw Gedlegeorgis à John Blower. Addis-Abeba, 25 mars 1969. EWCA Archives, fonds « John Blower » (BLO/7/Miscellaneous).

Ethiopian Wildlife Conservation Authority.
Identifiant permanent : https://doi.org/10.5281/zenodo.6546485.
Télécharger le fichier : https://zenodo.org/record/6546703/files/Letter-from-Major-Gizaw-Gedlegeorgis-to-John-Blower.Addis-Ababa-March-25th-1969.pdf.
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Transcription

25th March 1969
Mr J.H.Blower
Senior Game Warden
Addis Abeba.
 
Dear Mr Blower,
I refer to your notes and memorandums, such as replacement of Park Warden Awash, Post Graduate Course, the landrover provided by Ford Foundation and various others.
In one of your memo you said that I am anti British which is not true. Instead of this if you say I am anti flagrant layer or anti dishonest I would admit.
I request that you cease at once your such insulting memorandums, otherwise I shall be obliged to take the appropriate legal step. I regret having to write this, but when polite and patient approach receives no result there is no other alternative.
Major Gizaw Gedlegiorgis
General Manager

L’anecdote nous met sur la voie d’un gouvernement de la nature non pas néocolonial, mais postcolonial. Au lendemain des indépendances africaines, les anciens administrateurs coloniaux et les institutions internationales qu’ils représentent semblent continuer d’orienter la gestion de la nature. Toutefois, les dirigeants nationaux ne sont pas les victimes passives de ce pouvoir venu du Nord : ils paraissent à la fois subir, contester et s’approprier l’expertise internationale.

Les tensions sont vives entre experts et dirigeants et, visiblement, elles se déclinent des sphères dirigeantes jusqu’au village. La correspondance qu’échangent John Blower et Clive Nicol donne un aperçu des luttes qui paraissent se dérouler au cœur de la nature mise en parc. Canadien, ingénieur de recherche à la Station biologique de l’Arctique puis expatrié au Japon, Nicol est l’homme qu’a placé Blower au poste de « gardien [warden] » du Simien, en 1967. Deux ans plus tard, il semble à bout. Le 30 mai 1969, depuis la ville de Gondar, à une petite centaine de kilomètres au sud du Simien, il envoie à Blower une forme de pré-rapport sur l’avancement du parc, manifestement menacé par leur « ami Nadu » (document 13). D’autres lettres permettent de comprendre que Nadew Woreta était l’ancien gardien du Simien, jusqu’à ce qu’il soit remplacé par des Nord-Américains – l’États-unien Laurence Guth puis le Canadien Clive Nicol. Depuis, l’homme semble être un farouche opposant au parc. Aux dires de Nicol, Nadew est « très habile et ne laisse personne avoir des preuves concrètes contre lui ». Il se serait approprié de l’équipement avec, selon les rumeurs, la permission du « Maj. G. », c’est-à-dire, on le devine, du major Gizaw. Il aurait envoyé ses « sbires » menacer de mort les gardes du parc qui ont témoigné contre lui : « S’il (Nadu) ne rentre pas au Parlement, ils (les gardes) feraient mieux de “creuser leurs tombes” », rapporte Nicol. Nadew aurait apparemment déjà recouru à la force, les gardes ayant peur qu’il « les tue et détruise les animaux ». D’ailleurs, il semble avoir le soutien de son frère, le « chef des miliciens », ainsi que celui de certains « gardes locaux » qu’il connaît depuis son enfance. Face à eux, Clive Nicol paraît désemparé : « What the fucking hell can I do », « la situation semble désespérée », « la situation sur place est si étroitement liée aux rivalités locales que Mesfin et moi ne pouvons rien faire », écrit-il, mentionnant au passage son « gardien assistant ». À moins que le gouvernement n’envoie « des officiels éthiopiens du plus haut rang […] pour faire appliquer la loi », Nicol annonce qu’il abandonnera son poste : « Je ne vais pas rester loin de ma famille pendant un an et demi pour être un pion inefficace de la politique éthiopienne pour le prestige. » Les archives de John Blower nous apprennent que le Canadien démissionnera quelques mois plus tard. Elles nous révèlent surtout qu’au lendemain des indépendances africaines, le gouvernement de la nature éthiopienne semble aussi global que conflictuel.

Document 13. Une violence globale

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Lettre de Clive Nicol à John Blower. Gondar, 30 mai 1969 (EWCA, fonds « John Blower » : BLO/4/Simien National Park).

Ethiopian Wildlife Conservation Authority.
Identifiant permanent : https://doi.org/10.5281/zenodo.6546538.
Télécharger le fichier : https://zenodo.org/record/6546539/files/Letter-from-Clive-Nicol-to-John-Blower.Gondar-May-30th-1969.pdf.
Télécharger la transcription : https://zenodo.org/record/6546539/files/TRANSCRIPT-Letter-from-Clive-Nicol-to-John-Blower.Gondar-May-30th-1969.odt.

Transcription

Gondar, May 30th ’69
 
Dear John,
Mesfin and I came into Gondar for a day. Received with thanks your letters and boundary description. The description is fine, and, as you said, it gives the Warden quite a lot of leeway. I had not, by the way, noticed that you were at all idle – you were doing all the paper work, and anyway, it is surely the Senior warden’s privilege to get his Irish Stew opened for him.
Don’t curse me for not getting the radio working or the patrol reports and monthly report finished yet. I have been pounding out all kinds of bumf for the Dept. (you will get some of it) and we are beseiged by problems. Game Guard problems, accomodation problems, coolie problems, mason problems and Nadu problems.
 
I will be preparing a report on the activities of our friend Nadu, but unfortunately, the man is very clever and does not let anyone get concrete evidence against him. He has NOT returned any of the equipment, and rumours have it that Maj. G. gave him ‘permission’ to keep the stuff. He has sent his minions to Geech to warn the guards who testified against him that if he (Nadu) does not get into Parliament, they (guards) had better ‘dig their graves’. The ‘Ass. advocate’ who came to Debarek on Nadu’s case did NOT charge him. Again we have been told that he (Ass. advocate) was called to see the District Gov. who said “Why do you charge Nadu? It is over a year now (sic) and you have dismissed him from his job. If Nadu does not get into Parliament he can kill all of you and destroy the animals.” The guards, having heard this, are scared. It is significant, that IF this is true, this ‘Ass. advocate’ did not tell either myself or Mesfin about this implied threat.
Nadu’s big brother, the vigilante chief, has written a letter to the guards who charged Nadu. This letter asks why they should charge ‘their brother from the same land.” The letter said that they should ‘forgive’ Nadu, and that if he had wronged them, then he would ‘compensate’ them. Three of them have told us this, but the man who has the letter says that the letter is ‘lost’. I am quite sure he is scared, but again, how can I prove it.
The various ties between Nadu and all the local guards are, in the normal Ethiopian way, very close. There are either blood ties, or the guards were servants in Nadu’s father’s house, and consequently either childhood friends or subservient to Nadu since their youth.
What the fucking hell can I do? I think that the whole situation is hopeless. The govt. is either corrupt or doesn’t give a damn. The whole local situation is so tied up with local intrigue that Mesfin and I can do very little.
Of course, I will keep trying, but if that shit Nadu gets into Parliament, I can see no reason for my staying here. It will demonstrate to the locals that the govt. is NOT backing the feranji against anybody, and will make our position quite hopeless. And as it seems that the British army will not be able to start building the road until just at the end of my contract, then it seems to me that I will have been able to achieve practically nothing towards establishing the National Park.
We had a letter last week from the local Gov’s secretary, a copy of an order for the police chief to come up to the Park to talk to me about our difficulties. He did not, of course, come.
The big rumour all around now is that the Govt., has sold the land to a foreigner. The old pattern. In this same District, this type of rumour caused a shooting on a Swedish building site. (Luckily, nobody was hit, but the intention was there. The same District Gov. Coincidence?
If the govt. wants to establish the park in Simien, pieces of paper will not do it. The highest Ethiopian officials will have to come to Simien and lay down the law, and the District Gov. will either have to be forced into full, active support for the park, or will have to be replaced. If not, as soon as I have saved enough cash, I am going to quit. I am not going to be away from my family for a year and a half to be an inneffective [sic] pawn in Ethiop prestige politics and local political intrigue.
Yours, Nic.

Conclusion

Pour être explorée, cette histoire de la conservation de la nature nécessite de résolument tourner le dos aux débats stériles qui opposent encore, parfois, la « bonne » et la « mauvaise » histoire de l’Afrique : celle par le bas, qui saurait rendre leurs voix aux exclus, aux dominés, aux subalternes ; et celle par le haut qui, à vouloir étudier les élites, l’idéologie ou la nation, manquerait de saisir l’historicité des sociétés africaines. Loin de cette dichotomie, il est possible de retracer une histoire du haut par le bas. Les sources le permettent : là où les archives administratives donnent autant à voir l’institutionnalisation de systèmes de pouvoir que les négociations qui président à leur construction de la capitale jusqu’aux institutions villageoises, les archives individuelles offrent un regard sur le pouvoir « en train de se faire » (Latour 1995, 29), là-encore aussi bien au sommet de l’État qu’au cœur des territoires placés sous son autorité. C’est en tous les cas la leçon que j’aimerais retenir de cette boucle éthiopienne : en croisant ce genre d’archives et ce type d’approches, il est possible d’éclairer des histoires encore méconnues.

Étudier l’histoire de « l’évènement postcolonial » nécessite bien entendu d’étudier l’intégralité du fonds « John Blower ». Mais cela exige aussi de consulter d’autres archives : celles de l’Unesco conservées à Paris24 ; celles, aux archives nationales de Kew en Angleterre, du Colonial Office25 et de ses départements de la faune en Afrique de l’Est, et à la Zoological Society de Londres, de la Society for the Preservation of the Fauna of the Empire, renommée Fauna Preservation Society en 195026 ; les fonds de l’UICN et du WWF, théoriquement accessibles à Gland, en Suisse27 ; et les archives, à Rome, de la Food and Agriculture Organization28, l’agence des Nations unies pour l’agriculture et l’alimentation, particulièrement investie durant les années 1960 et 1970 dans la gestion des forêts d’Afrique sub-saharienne. Ces sources peuvent renseigner la manière dont les professionnels européens de la nature se redéploient en Afrique, au lendemain des indépendances. Les croiser avec le fonds « Blower » nous permettra peut-être de retracer une histoire globale mais située de l’« évènement postcolonial ».

Plusieurs questions subsistent. Depuis l’Europe et l’Amérique du Nord, quel est le (nouveau) discours sur la nature africaine que formulent les institutions internationales de la conservation ? En Afrique de l’Est, comment s’opère la reconversion des administrateurs coloniaux en experts internationaux, intermédiaires par excellence entre les agences conservationnistes du Nord et les gouvernements indépendants du Sud ? Dans un État comme l’Éthiopie, quelles sont les logiques de domination, de négociation et d’instrumentalisation qui président à ce gouvernement transnational de la nature ? Et à l’échelle des premiers parcs nationaux éthiopiens, quels sont les ressorts de la violence qui semble se construire au ras du sol et au quotidien dans cette nature globale ? Ces quatre pistes pourraient, peut-être, répondre à l’une des questions soulevées par l’histoire environnementale de l’Afrique : comment s’est déroulé, au tournant des années 1960, l’évènement postcolonial qui explique que les politiques de la nature élaborées en contexte colonial ont continué à être globalisées après les indépendances ?

Sources citées

Documents conservés à la Bibliothèque de l’Ethiopian Wildlife Conservation Authority, Addis-Abeba

Documents du fonds John Blower

Employée par l'ANR PANSER coordonnée par Guillaume Blanc, et dans le cadre du partenariat entre le CFEE et l'EWCA, Pia Rigaldiès, archiviste formée à l'école des Chartes, a trié puis catalogué le fonds Blower. Le nouveau catalogue du fonds Blower est disponible sur place, à la bibliothèque de l’EWCA, et en ligne à cette adresse : https://doi.org/10.5281/zenodo.6545858.

Blower, John. 1965. Lettre à Sa Majesté Impériale. Addis-Abeba, octobre 1965. BLO/4/Simien National Park.

Blower, John. 1966. Lettre à Martin Holdgate. Addis-Abeba, 10 juin 1966. BLO/2/About John Blower’s employment. https://doi.org/10.5281/zenodo.6546427 [reproduit dans l’article].

Blower, John. 1969. Lettre au major Gizaw. Addis-Abeba, 22 février 1969. BLO/7/Miscellaneous. https://doi.org/10.5281/zenodo.6546455 [reproduit dans l’article].

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Blower, John. 1969. Lettre au général Mebratu. Addis-Abeba, 16 juillet 1969. BLO/4/Simien National Park. https://doi.org/10.5281/zenodo.6546406 [reproduit dans l’article].

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Gizaw Gedlegeorgis. 1969. Lettre à John Blower. Addis-Abeba, 25 mars 1969. BLO/7/Miscellaneous. https://doi.org/10.5281/zenodo.6546485 [reproduit dans l’article].

Nicol, Clive. 1969. Lettre à John Blower. Gondar, 30 mai 1969. BLO/4/Simien National Park. https://doi.org/10.5281/zenodo.6546538 [reproduit dans l’article].

Stephenson, John. 1966. Lettre à John Blower. Morogoro (Tanzanie), 25 juillet 1966. BLO/2/Game Warden’s Application. https://doi.org/10.5281/zenodo.6546441 [reproduit dans l’article].

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Une version enrichie a été publiée en 1996 sous le même titre : Hundessa, Tesfaye 1996. « Utilization of Wildlife in Ethiopia ». Walia n° 17 : 3‑10. https://hdl.handle.net/10520/AJA00837059_41.

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Tilman, Jeager. 2017. « IUCN. Reactive Monitoring Mission to Simien National Park, Ethiopia ». Addis-Abeba : Unesco. Également accessible en ligne : https://whc.unesco.org/document/158624 [archive].

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Documents conservés au bureau du Simien Mountains National Park (SMNP), Debark

Bekalu Ademasu, Negussie Gebre, Berhanu Gebre, Zekele Tegabe, Abebe Mengesha et Yisak Yiman. 2000-2009. Rapports. Debark (bureau du SMNP, armoire non classée).

« Welcome to the Simien Mountains National Park. World Heritage ». 2011. Debark : Parks Development and Protection Authority.

Document conservé au bureau de l’Ethiopan Tourism Commission, Gondar

« Orientation (information) paper ». 1998. Gondar : Ethiopian Tourism Commission (bureau de l’Ethiopian Tourism Commission, armoire non classée).

1 « In my opinion you must go to Bahir Dar. » Toutes les traductions sont de l’auteur.

2 « You’ll find all this in Addis, at the Chaï na Buna building’s library, it’s easy. »

3 L’indication « EWCA » entre parenthèses, en légendes et en notes de bas de page, indique la présence des documents dans la bibliothèque de l’

4 Sur les liens entre protection de la nature et exercice du pouvoir, voir, entre autres, Steinberg (2002).

5 Imperial Ethiopian Government. 1970. « Order no. 65. Wildlife Conservation Order ». Negarit Gazeta 30-4, Addis-Abeba, 5 novembre 1970 : 30-33 (EWCA

6 En 2019, le Premier ministre Abye Ahmed a organisé la dissolution de l’EPRDF, remplacé par le Prosperity Party.

7 Blower, John. 1969. « Draft of Report Prepared for Board. Summary of Progress ». Addis-Abeba, mai 1969 (EWCA, fonds « John Blower » : BLO/1/

8 « Simien National Park Information Sheet ». 1976. Addis-Abeba : Ethiopian Tourism Commission (EWCA).

9 Ademasu, Bekalu, Negussie Gebre, Berhanu Gebre, Zekele Tegabe, Abebe Mengesha et Yisak Yiman. 2000-2009. Rapports. Debark (conservés au bureau du

10 Ethiopian Tourist Organization : Big Game in Ethiopia. 1966. Addis-Abeba : Ethiopian Tourist Organization (EWCA).

11 « Orientation (information) paper ». 1998. Gondar : Ethiopian Tourism Commission (conservé au bureau de l’Ethiopian Tourism Commission, Gondar

12 « Welcome to the Simien Mountains National Park. World Heritage ». 2011. Debark : Parks Development and Protection Authority (conservé au bureau

13 Blower, John. 1965. Lettre à Sa Majesté Impériale. Addis-Abeba, octobre 1965 (EWCA, fonds « John Blower » : BLO/4/Simien National Park).

14 Stephenson, John. 1975. « Memorandum on the Draft Proclamation to Provide for the Conservation of and Management of Wildlife ». Addis-Abeba, 20

15 Hurni, Hans, Ethiopian Wildlife Conservation Organization, et Unesco. 1986. « Management Plan. Simen Mountains National Park and Surrounding Rural

16 Brown, Leslie. 1963. « A Report on the Wild Life Situation in the Semien Mountains of North Ethiopia ». Addis-Abeba (EWCA, fonds « John Blower » :

17 Imperial Ethiopian Government. 1972. « Regulations Issued Pursuant to the Game Proclamation of 1944 and the Wildlife Conservation Order of 1970 ».

18 Hundessa, Tesfay. 1995. « Utilization of Wildlife in Ethiopia ». In « Participatory Wildlife Management Workshop. Proceedings 16-18 May 1995 » (

19 EWCA. 2015. « State of Conservation Report of the World Heritage State, Simien Mountains National Park, (Ethiopia) » (Addis-Abeba : Ethiopian

20 Unesco. 2017. « Décisions adoptées lors de la 41e session du Comité du patrimoine mondial » (Cracovie : Unesco), 29 (EWCA ; https://whc.unesco.org

21 « These boxes? It’s dead files, we’ll put them in the storage. »

22 La langue éthiopienne ne suit pas une règle nom/prénom : vient d’abord le nom, puis le nom du père et enfin le nom du grand-père. L’usage veut qu’

23 « This? I don’t know. Old papers I think. »

24 Et disponibles partiellement en ligne, notamment : « Archives numériques de l’UNESCO » : https://digital.archives.unesco.org/; « Bibliothèque

25 Référence « CO », « Records of the Colonial Office, Commonwealth and Foreign and Commonwealth Offices, Empire Marketing Board, and related bodies 

26 Référence « NRA 24459 Fauna Preservation Society », voir : https://discovery.nationalarchives.gov.uk/details/a/A13530795.

27 Catalogue en ligne de la bibliothèque de l’IUCN : https://portals.iucn.org/library/.

28 Présentation des archives : https://www.fao.org/library/fao-archives/about-the-archives/en/ ; Catalogue en ligne général : https://unfao-koha.

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1 « In my opinion you must go to Bahir Dar. » Toutes les traductions sont de l’auteur.

2 « You’ll find all this in Addis, at the Chaï na Buna building’s library, it’s easy. »

3 L’indication « EWCA » entre parenthèses, en légendes et en notes de bas de page, indique la présence des documents dans la bibliothèque de l’Ethiopian Wildlife Conservation Authority, Addis-Abeba. L’ensemble de ces documents sont listés dans la section « Sources citées » en fin de cet article, sous-section « Documents conservés à la Bibliothèque de l’Ethiopian Wildlife Conservation Authority (EWCA Archives), Addis-Abeba ».

4 Sur les liens entre protection de la nature et exercice du pouvoir, voir, entre autres, Steinberg (2002).

5 Imperial Ethiopian Government. 1970. « Order no. 65. Wildlife Conservation Order ». Negarit Gazeta 30-4, Addis-Abeba, 5 novembre 1970 : 30-33 (EWCA).

6 En 2019, le Premier ministre Abye Ahmed a organisé la dissolution de l’EPRDF, remplacé par le Prosperity Party.

7 Blower, John. 1969. « Draft of Report Prepared for Board. Summary of Progress ». Addis-Abeba, mai 1969 (EWCA, fonds « John Blower » : BLO/1/Wildlife Regulation).

8 « Simien National Park Information Sheet ». 1976. Addis-Abeba : Ethiopian Tourism Commission (EWCA).

9 Ademasu, Bekalu, Negussie Gebre, Berhanu Gebre, Zekele Tegabe, Abebe Mengesha et Yisak Yiman. 2000-2009. Rapports. Debark (conservés au bureau du Simien Mountains National Park [SMNP], Debark, armoire non classée).

10 Ethiopian Tourist Organization : Big Game in Ethiopia. 1966. Addis-Abeba : Ethiopian Tourist Organization (EWCA).

11 « Orientation (information) paper ». 1998. Gondar : Ethiopian Tourism Commission (conservé au bureau de l’Ethiopian Tourism Commission, Gondar, armoire non classée).

12 « Welcome to the Simien Mountains National Park. World Heritage ». 2011. Debark : Parks Development and Protection Authority (conservé au bureau du SMNP).

13 Blower, John. 1965. Lettre à Sa Majesté Impériale. Addis-Abeba, octobre 1965 (EWCA, fonds « John Blower » : BLO/4/Simien National Park).

14 Stephenson, John. 1975. « Memorandum on the Draft Proclamation to Provide for the Conservation of and Management of Wildlife ». Addis-Abeba, 20 novembre 1975 (EWCA, fonds « John Blower : BLO/1/Wildlife regulations).

15 Hurni, Hans, Ethiopian Wildlife Conservation Organization, et Unesco. 1986. « Management Plan. Simen Mountains National Park and Surrounding Rural Area » (Addis-Abeba : Unesco World Heritage Committee and Wildlife Conservation Organisation), 84 (EWCA ; accessible également sur demande à : http://dx.doi.org/10.7892/boris.77548) ; Hurni, Hans, et Bernhard Nievergelt. 1996. « Technical Mission to Ethiopia on Simien Mountains National Park and World Heritage Site 2-9 November 1996. Consultants’ Report Including Agreed Minutes of Bahir Dar Workshop » (Bahir Dar : The World Heritage Centre/Unesco), 24 (EWCA ; https://whc.unesco.org/fr/documents/138536 [archive]); Ludi, Eva. 2005. « Simen Mountains Study 2004. Intermediate Report on the 2004 Field Expedition to the Simen Mountains in Northern Ethiopia » (Berne : NCCR North-South), 24 (EWCA ; http://nccr-north-south.ch/Pages/Simen-Mountains-Study-2004.aspx [archive]).

16 Brown, Leslie. 1963. « A Report on the Wild Life Situation in the Semien Mountains of North Ethiopia ». Addis-Abeba (EWCA, fonds « John Blower » : BLO/7/Scientific Issues) ; Edroma, Eric, et Kes Hillman Smith. 2001. « Monitoring Mission Report to Simen Mountains National Park and World Heritage Site, Ethiopia » (Addis-Abeba : Unesco), 14 (EWCA ; https://whc.unesco.org/archive/2001/whc-01-conf205-inf7e.pdf [archive]) ; Debonnet, Guy, Lota Melamari, et Bastian Bomhard. 2006. « Reactive Monitoring Mission to Simien Mountains National Park Ethiopia » (Addis-Abeba : Unesco/IUCN), 13. (EWCA ; http://whc.unesco.org/archive/2006/mis9-2006.pdf [archive]) ; Tilman, Jeager. 2017. « IUCN. Reactive Monitoring Mission to Simien National Park, Ethiopia » (Addis-Abeba : Unesco), 20 (EWCA ; https://whc.unesco.org/document/158624 [archive]) ; EWCA. 2018. « Ethiopian Government State Party Report on the Conservation of the World Natural Heritage Site, Simien Mountains National Park (Ethiopia) » (Addis-Abeba : Ethiopian Wildlife Conservation Authority), 12 (EWCA ; https://doi.org/10.5281/zenodo.6366070).

17 Imperial Ethiopian Government. 1972. « Regulations Issued Pursuant to the Game Proclamation of 1944 and the Wildlife Conservation Order of 1970 ». Negarit Gazeta 31-7, Addis-Abeba, 19 janvier 1972 : 35-52 (EWCA).

18 Hundessa, Tesfay. 1995. « Utilization of Wildlife in Ethiopia ». In « Participatory Wildlife Management Workshop. Proceedings 16-18 May 1995 » (Addis-Abeba : Ministry of Natural Resources Development and Environmental Protection [MoNRDEP] et Food and Agricultural Research Management Africa [FARMA]), 73 (EWCA ; une version enrichie a été publiée en 1996 sous le même titre : Hundessa, Tesfaye 1996. « Utilization of Wildlife in Ethiopia ». Walia n° 17 : 3‑10. https://hdl.handle.net/10520/AJA00837059_41).

19 EWCA. 2015. « State of Conservation Report of the World Heritage State, Simien Mountains National Park, (Ethiopia) » (Addis-Abeba : Ethiopian Wildlife Conservation Authority), 7 (EWCA ; http://whc.unesco.org/en/soc/3216 ; http://whc.unesco.org/document/135148).

20 Unesco. 2017. « Décisions adoptées lors de la 41e session du Comité du patrimoine mondial » (Cracovie : Unesco), 29 (EWCA ; https://whc.unesco.org/fr/sessions/41COM/decisions/).

21 « These boxes? It’s dead files, we’ll put them in the storage. »

22 La langue éthiopienne ne suit pas une règle nom/prénom : vient d’abord le nom, puis le nom du père et enfin le nom du grand-père. L’usage veut qu’on se réfère au premier nom, lequel est souvent utilisé dans une forme abrégée.

23 « This? I don’t know. Old papers I think. »

24 Et disponibles partiellement en ligne, notamment : « Archives numériques de l’UNESCO » : https://digital.archives.unesco.org/; « Bibliothèque numérique de l’UNESCO », https://unesdoc.unesco.org/.

25 Référence « CO », « Records of the Colonial Office, Commonwealth and Foreign and Commonwealth Offices, Empire Marketing Board, and related bodies » : https://discovery.nationalarchives.gov.uk/details/r/C57.

26 Référence « NRA 24459 Fauna Preservation Society », voir : https://discovery.nationalarchives.gov.uk/details/a/A13530795.

27 Catalogue en ligne de la bibliothèque de l’IUCN : https://portals.iucn.org/library/.

28 Présentation des archives : https://www.fao.org/library/fao-archives/about-the-archives/en/ ; Catalogue en ligne général : https://unfao-koha.ptfse.net/.

Carte 1. L’Éthiopie et ses premiers parcs nationaux (Awash, Omo, Simien)

Carte 1. L’Éthiopie et ses premiers parcs nationaux (Awash, Omo, Simien)

Réalisation : Marie Bridonneau et Guillaume Blanc.
Identifiant permanent : https://doi.org/10.5281/zenodo.6546567.
Télécharger le fichier : https://zenodo.org/record/6546568/files/Carte_1_Parcs.jpg.

Carte 2. Le Simien Mountains National Park

Carte 2. Le Simien Mountains National Park

Réalisation : Amélie Chekroun et Guillaume Blanc.
Identifiant permanent : https://doi.org/10.5281/zenodo.6546567.
Télécharger le fichier : https://zenodo.org/record/6546568/files/Carte_2_Simien.jpg.

Document 1. Le façonnement institutionnel de la nature

Document 1. Le façonnement institutionnel de la nature

Imperial Ethiopian Government. 1969. « Order no. 59. Simien National Park Order ». Negarit Gazeta 29-4, Addis-Abeba, 31 octobre 1969 (EWCA3). Première page.

Document 2. Le façonnement culturel de la nature (1)

Document 2. Le façonnement culturel de la nature (1)

Ethiopian Tourism Commission. Endemic Mammals of Ethiopia. 1982. Addis-Abeba : Ethiopian Tourism Commission (EWCA).

Document 3. Le façonnement culturel de la nature (2)

Document 3. Le façonnement culturel de la nature (2)

Piste de randonnée entre Sankaber et Gich, Simien, 2013.

Document 4. Le façonnement matériel de la nature

Document 4. Le façonnement matériel de la nature

Village de Gich, montagnes du Simien, septembre 2013 et janvier 2019.

Document 5. Un réseau de faiseurs de patrimoine

Document 5. Un réseau de faiseurs de patrimoine

Lettre de Leslie Brown à Noël Simon. Karen (Kenya), 8 janvier 1964 (EWCA, fonds « John Blower » : BLO/7/Scientific Issues).

Document 6. Un fonds d’archives en histoire environnementale de l’Éthiopie

Document 6. Un fonds d’archives en histoire environnementale de l’Éthiopie

Entrepôt de l’EWCA, quartier de Lideta, juillet 2016 ; bureaux de l’EWCA, quartier de Yobek, avril 2021.

Photographies de Guillaume Blanc (2016) et de Kidanemariam Woldegiorgis Ayalew (2021).
Identifiant permanent : https://doi.org/10.5281/zenodo.6546623.
Télécharger le fichier : https://zenodo.org/record/6546624/files/03-EWCA-warehouse-Lideta-district-2016_EWCA-offices-Yobek%20district-2021.jpg.

Document 7. Le fonds « John Blower »

Document 7. Le fonds « John Blower »

Classeurs « JB », bibliothèque de l’Ethiopian Wildlife Conservation Authority, Addis-Abeba, 2016.

Document 8. Déshumaniser, naturaliser et perpétuer le mythe colonial

Document 8. Déshumaniser, naturaliser et perpétuer le mythe colonial

Lettre de John Blower au général Mebratu. Addis-Abeba, 16 juillet 1969 (EWCA, fonds « John Blower » : BLO/4/Simien National Park).

Document 9. L’Internationale conservationniste (1)

Document 9. L’Internationale conservationniste (1)

Lettre de John Blower à Martin Holdgate. Addis-Abeba, 10 juin 1966 (EWCA, fonds « John Blower » : BLO/2/About John Blower’s employment).

Document 10. L’Internationale conservationniste (2)

Document 10. L’Internationale conservationniste (2)

Lettre de John G. Stephenson à John Blower. Morogoro (Tanzanie), 25 juillet 1966 (EWCA, fonds « John Blower » : BLO/2/Game Warden’s Application.

Document 11. Un gouvernement néocolonial de la nature

Document 11. Un gouvernement néocolonial de la nature

Lettre de John Blower au major Gizaw. Addis-Abeba, 22 février 1969 (EWCA, fonds « John Blower » : BLO/7/Miscellaneous).

Document 12. Un gouvernement postcolonial de la nature

Document 12. Un gouvernement postcolonial de la nature

Lettre du major Gizaw Gedlegeorgis à John Blower. Addis-Abeba, 25 mars 1969. EWCA Archives, fonds « John Blower » (BLO/7/Miscellaneous).

Document 13. Une violence globale

Document 13. Une violence globale

Lettre de Clive Nicol à John Blower. Gondar, 30 mai 1969 (EWCA, fonds « John Blower » : BLO/4/Simien National Park).

Guillaume Blanc

Tempora (7468) – Université Rennes 2 ; Institut universitaire de France
https://orcid.org/0000-0002-2020-695X